Mangá Aberto: “Guerreiras Mágicas de Rayearth – CLAMP PREMIUM COLLECTION”

Uma nova edição de um clássico

Recentemente, a editora JBC começou a publicar no Brasil uma nova edição do mangá Guerreiras Mágicas de Rayearth, do CLAMP. Essa versão segue a mais nova edição japonesa, parte da chamada CLAMP PREMIUM COLLECTION.

De posse do primeiro volume, viemos mostrar algumas imagens do exemplar, apresentando os detalhes da versão nacional.

Nova edição brasileira de Guerreiras Mágicas de Rayearth, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

RAYEARTH E A PREMIUM COLLECTION


CLAMP PREMIUM COLLECTION é uma coleção que está republicando as obras do CLAMP no Japão seguindo uma nova identidade visual. É uma versão padronizada produzida pelas editoras Kodansha e Kadokawa.

Os mangás vem em formato B6 (+- 13 x 18 cm), com miolo em papel Offwhite e capa cartão com sobrecapa, como costume. Quando há páginas coloridas, elas são publicadas em couchê.

São volumes bem feitos, com um bom papel e um bom acabamento no geral. A sobrecapa costuma ser mais grossa do que a maioria dos mangás com sobrecapa (do Japão e do Brasil), com um papel diferente, talvez. E as páginas coloridas em couchê igualmente são mais grossas do que a média.

Em nossa opinião, a versão japonesa não chega a ser uma edição de luxo de verdade, mas alguns detalhes como o acabamento da sobrecapa mostram que é uma edição premium, que é diferente dos mangás comuns.

Edição Japonesa de Guerreiras Mágicas de Rayearth, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

Acerca do conteúdo e de sua disposição, via de regra, a CLAMP PREMIUM COLLECTION é igual à edição original, com a mesma quantidade de volumes, mesmas páginas coloridas, não existindo nada de diferente em relação a isso ou ao conteúdo.

Há exceções, porém. Clover foi publicado originalmente em 4 volumes, mas a obra na CPC foi relançada em 2 volumes. Já Guerreiras Mágicas de Rayearth não têm os extras como “Jornal CLAMP versão pirata” e “Episódio Bônus”, reduzindo bastante a quantidade de páginas coloridas.

Fora isso, tudo é igual. Se tinha páginas coloridas na primeira publicação japonesa, na CPC também terá. Se não tinha, agora também não terá, e assim por diante.

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No Brasil, Guerreiras Mágicas de Rayearth foi publicado em duas ocasiões anteriores. Na primeira saiu entre 2001 e 2002 e teve 12 volumes (cada volume japonês foi dividido em 2) e na segunda saiu entre 2013 e 2014 em 6 volumes, seguindo o original japonês.

A nova versão também será em 6 volumes, igualmente seguindo a versão japonesa, mas dessa vez a CLAMP PREMIUM COLLECTION. Rayearth é a quarta obra da coleção a sair no Brasil. Primeiro saíram X e Tokyo Babylon pela Panini e posteriormente começou a sair xxxHolic, pela JBC.


A EDIÇÃO BRASILEIRA DE “GUERREIRAS MÁGICAS DE RAYEARTH CLAMP PREMIUM COLLECTION”


A edição brasileira de Guerreiras Mágicas de Rayearth – CLAMP PREMIUM COLLECTION veio no formato 15 x 21 cm, com miolo em papel Pólen Bold 90g, e capa cartão com sobrecapa e verniz localizado.

O tamanho da edição brasileira é maior do que a versão japonesa, e segue o mesmo acabamento da nova versão local de xxxHolic. Igualmente, é maior do que todas as outras edições brasileiras.

Edição japonesa x Edição brasileira, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Rayearth e XXX Holic, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Em cima: edições brasileiras de Rayearth. Em baixo: versão argentina e versão japonesa, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

A sobrecapa brasileira possui um papel mais fino que a edição japonesa, por outro lado a versão brasileira têm verniz localizado, o que delega a ele uma qualidade maior de produto premium.

Por foto não é possível ver adequadamente a questão do verniz localizado, mas adicionamos um vídeo a seguir. Coloque-o em tela cheia para melhor visualização.

Sobrecapa, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

 

A capa (abaixo da sobrecapa) tem acabamento brilho e não vejo diferenças significativas em relação à edição japonesa. Para mim, é um bom material e não tem nada a se criticar.

Capa, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Verso da capa, Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

Agora, assim como a sobrecapa, as páginas coloridas da versão brasileira (que utilizam papel couchê) são mais finas que a edição original, mas isso não chega a ser um demérito, pois a qualidade da imagem e impressão é maior na versão brasileira, com um bom destaque para os tons de vermelho.

Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

As páginas em preto e branco possuem espessura semelhante às da versão japonesa, mas o papel usado na edição brasileira tende a ser melhor, com mais qualidade da impressão e menos transparência nas páginas.

O Pólen Bold é uma marca nacional e é usado em boa parte das edições de luxo, justamente por ser o melhor papel para mangás que existe no Brasil. Daí é natural que o papel da nossa edição seja igual ou melhor que a japonesa.

Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

No acabamento como um todo, a versão brasileira se destaca bastante em relação à edição japonesa, possuindo um tamanho maior, um papel melhor e um destaque superior na sobrecapa (o verniz localizado).

A encadernação também é excelente, daquelas que você consegue abrir bem o mangá sem qualquer medo das páginas caírem. Assim é possível ler e folhear a obra sem quaisquer problemas.

Em suma, na opinião do blogbbm, é uma edição que faz jus ao rótulo de premium e ao preço cobrado (R$ 59,90), sendo, de longe, a melhor edição brasileira de Guerreiras Mágicas de Rayearth, mesmo sem os extras da versão anterior.


TEXTO E CONCLUSÃO


O texto da nova edição de Guerreiras Mágicas de Rayearth parece usar a mesma tradução da versão anterior do mangá (lançada pela JBC entre 2013 e 2014). Os nomes, frases e tudo mais parece a mesma coisa.

Existem pequenas diferenças apenas na questão do letreiramento, como algumas palavras em destaque na versão anterior, a organização das legendas das onomatopeias, etc. Ou seja, a tradução pode ser a mesma, mas foi feito um novo trabalho editorial.

Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.
Acervo Pessoal // MAHOU KISHI RAYEARTH © 1994 by CLAMP · Shigatsu Tsuitachi CO., LTD. / KODANSHA Ltd.

Não notei erros de revisão no texto da obra em si. Notei apenas um equívoco em uma página em que a editora diz onde e como o mangá foi feito. A empresa disse que usou o papel Pólen Natural, mas em toda a divulgação a empresa falou que era o Pólen Bold e a minha percepção é de que se trata claramente do Pólen Bold.

Os dois são papeis da Suzano, mas o Pólen Natural é bem mais amarelado do que o Pólen Bold e a diferença fica bem visível. Fora isso, não vi realmente nenhum problema no trabalho editorial da JBC nesse mangá, o texto está bom e sem qualquer gargalo linguístico.


FICHA TÉCNICA


Título Original: 魔法騎士レイアース
Título: Guerreiras Mágicas de Rayeath – CLAMP PREMIUM COLLECTION
Autor
: CLAMP
Tradutor: Arnaldo Massato Oka
Editora: JBC
Volumes no Japão: 6 (completo)
Volumes no Brasil: 1 (em publicação)
Dimensões: 15 x 21 cm
Miolo: Papel Pólen Bold 90g
Acabamento: Capa Cartão com Sobrecapa
Páginas: 202 (sendo duas coloridas)
Classificação indicativa: Livre
Preço: R$ 59,90
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Durante uma visita escolar à Torre de Tóquio, três colegiais japonesas são transportadas para um outro mundo. Lá elas conhecem o Guru Clef e, mesmo perdidas num lugar desconhecido, ficam sabendo logo de sua missão: “Salvem este mundo, ó lendárias Guerreiras Mágicas!” . Será que essas jovens meninas conseguirão cumprir uma tarefa tão árdua?!

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