Resenha: Yo-kai Watch #01

yokaiNomes ocidentais é o que há…

Yo-kai Watch começou a ficar conhecido no Brasil como a série que se tornou uma febre tão grande no Japão quanto Pokémon foi em seus anos dourados. Recentemente o animê chegou ao Brasil pela televisão por assinatura e não bastou muito tempo para o mangá ser anunciado também.

De autoria de Noriyuki Konishi, o mangá de Yo-kai Watch é serializado na revista infantil Corocoro Comics, mesma de Pokémon e Super onze, e ainda está em andamento no Japão, atualmente com 11 volumes. Aqui no Brasil, entretanto, o título está sendo lançado em meio-tanko (metade do número de páginas do original japonês), o que dobrará o número de volumes.

Dito isso, vamos ao mais importante: será que o mangá é bom? É isso o que iremos dizer a vocês agora.

Yo-kai Watch 01
Yo-kai Watch

 

História

Natham Adams, também conhecido como Nate, é um garoto comum e normal. Extremamente normal. E comum. Normal. Normal demais. Eu já disse normal? Pois então, ele é perfeitamente normal, como qualquer outra pessoa. Ou como qualquer outra criança. Porém um dia ele descobre uma máquina de Gachapon (uma máquina daquelas em que a gente coloca dinheiro e sai um brinquedinho dentro de uma bola, típicas de algumas bancas de revista) e dentro dela sai um Yo-kai (uma criatura sobrenatural) chamado Whisper que, a partir de agora, será seu mordomo. Whisper apresenta a Natham o Yo-kai Watch, uma espécie de relógio por meio do qual Natham poderá ver outros yo-kais.

Desenvolvimento

Yo-kai Watch é um mangá que tem como foco mostrar valores de amizade. Toda a história gira em torno disso e, nesse primeiro volume, a maioria dos conflitos foram resolvidos por meio da simpatia, da bondade e do companheirismo entre os personagens.

No mangá somos apresentados aos Yo-kais, entidade místicas sobrenaturais que vivem ocasionando problemas no mundo dos seres humanos. Alguns deles por mero acidente, outros por terem raiva de humanos que os trataram mal. Natham e Whisper buscam resolver esses problemas “exorcizando” os yo-kais, o que, no caso, significa fazer eles se tornarem bonzinhos e amigos do garoto “comum e normal”.

O mangá possui uma narrativa episódica, ou seja, cada capítulo Natham e Whisper encontrarão um problema e buscarão resolver sozinhos ou com a ajuda de outros yo-kais com os quais eles fizeram amizade anteriormente.

É uma obra divertida mas notadamente juvenil. Você chega a se emocionar com algumas história como a do yo-kai gato, Jibaniyan, mas não passa disso. É um mangá para ler sem pretensões maiores do que se divertir. Vale dizer que justamente por ser uma narrativa episódica, você não sente a necessidade de querer o próximo volume logo. Quer dizer, talvez uma criança até sinta essa ansiedade, mas um jovem ou adulto conseguirá ficar satisfeito lendo apenas o volume inicial.

Não somente isso, é bem provável que se você não ler o primeiro tomo, conseguirá entender facilmente os demais, pois em cada capítulo o autor apresenta os personagens que já haviam aparecido antes, além de que, como mencionado, a obra possuir uma narrativa episódica. Trata-se, portanto, de um mangá com desenvolvimento bastante simples e nem por isso ruim…

Edição nacional

Yo-kai Watch possui o formato 13,7 x 20 cm (padrão da Panini), miolo em papel jornal, capas internas coloridas e preço R$ 8,90, isso por uma média de 100 páginas por edição. Como dito anteriormente, o mangá teve que ser publicado em meio-tanko (metade do original japonês).

No meu entender a edição está boa, mas podia melhorar. A edição de Yo-kai Watch possui um pequeno problema de encadernação, muito parecido – mas em nível bem menor – com o de Não mexa com minha filha!. Ao passar as páginas, a gente ouve um “crec”, mostrando que a edição não ficou perfeita como deveria. Entretanto, ao contrário do mangá da Alto Astral, o da Panini permite a nossa leitura sem problemas. Segundo Beth Kodama (editora da Panini), é provável que o problema de encadernação de Yo-kai Watch seja questão de lote e ela já avisou que o título mudou de gráfica, então podemos esperar que isso não ocorra mais.

Em nível de texto e adaptação eu praticamente não tenho o que reclamar do trabalho da editora Panini. Impecável. Nada de honoríficos (aleluia!), além de nomes ocidentalizados que fazem bastante sentido nos personagens (Bob bolinho, por exemplo, é muito melhor do que qualquer nome estranho em japonês. Rs) e uma leitura extremamente fluída, sem aquelas coisas que fazem a gente perder a imersão na história. Ponto para a Panini.

A única coisa que eu realmente não gostei foi o fato de Yo-kai não ir ao plural. Deve ser o correto (tipo Pokémon que também não vai ao plural), mas soa um pouco estranho em alguns momentos. Porém isso é só uma questão de costume.

Veredicto

Yo-kai Watch mostrou-se realmente um mangá divertido. Ele tem seu charme próprio, ainda que esse charme seja mais apreciado pelas crianças e adolescentes. Então se você gosta dessas narrativas de aventura juvenis, Yo-kai Watch é uma boa pedida e vale dar uma chance.

Se realmente o problema de encadernação foi coisa de um lote e a editora corrigir isso para a edição 2, não haverá deméritos para esse mangá a editora italiana.

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BBM

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