Memória: relembre 6 mangás que subiram de preço no ÚLTIMO volume

Sempre que um mangá sofre um reajuste de preço a reação mais comum por parte do consumidor é de indignação ou revolta com “esses mercenários”. Poucos entendem o lado das editoras  e a necessidade dos reajustes para a manutenção da publicação. Só que, algumas vezes, certos reajustes acabam sendo muito esquisitos mesmo para as pessoas que compreendem os motivos para os quadrinhos subirem de preço. Um desses casos é quando o mangá sobe de preço no último volume.

A nossa postagem de hoje vem relembrar 6 vezes em que um mangá subiu de preço no último volume.

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LOVE HINA meio-tanko (JBC)

A primeira publicação de Love Hina no Brasil ocorreu entre maio de 2002 e agosto de 2003 em periodicidade quinzenal e teve ao todo 28 edições.

O mangá começou custando R$ 3,50, subiu para R$ 3,90 e ficou nesse valor até a edição 27. No último tomo, o preço foi reajustado para R$ 4,90. Como se trata de uma época remota (quase 15 anos atrás) a gente nem tem como saber se houve alguma explicação para o reajuste de preço na última edição.


CHOBITS meio-tanko (JBC)

A primeira publicação brasileira de Chobits ocorreu entre agosto de 2003 e abril de 2004 em periodicidade quinzenal, tendo ao todo 16 edições. O mangá começou custando R$ 4,90 e se manteve assim até a edição 15. No 16º e último volume, a obra subiu para R$ 5,90. Esse aumento na última edição é algo completamente esquisito e sem sentido ao nosso ver.

Para entender porque é esquisito, vamos avançar no tempo e chegar até dezembro de 2015, quando a JBC concluiu sua segunda publicação de Chobits. A editora foi duramente criticada porque o volume final custou R$ 16,90 (o mesmo da série inteira) e só tinha cerca de 130 páginas, enquanto os demais tinham quase 200.

Sabendo disso, voltemos agora a 2004. Pense como ficou a edição meio-tanko. A empresa dividiu essas 130 páginas em 2 volumes, ocasionando que eles tivessem menos páginas do que as outras edições. A empresa até incrementou o último meio-tanko colocando uma galeria de capas (em preto e branco) e um mini-pôster encartado, mas mesmo assim continuou com um número de páginas ínfimo e o aumento de preço ficou completamente sem sentido.


HOMUNCULUS (Panini)

Se você quiser comprar Homunculus hoje e por um bom preço, eu lamento dizer, mas você precisa de sorte.  Muita sorte. Homunculus foi um fracasso de vendas e, consequentemente, não há muitos exemplares disponíveis, pois o que não vendeu já deve ter sido destruído e reciclado e quem comprou dificilmente quer se desfazer da coleção.

O mangá começou a ser publicado em abril de 2008 e quase não foi concluído de tão mal que vendia. Entre o volume 14 (penúltimo da série) e o 15 (último) houve uma demora de quase 3 anos inteiros e muita gente achou que ele não seria concluído mesmo. O volume final acabou saindo apenas em abril de 2014 em uma tiragem limitada.

O mangá começou custando R$ 9,90, subiu para R$ 10,90 e, na última edição, subiu mais uma vez para R$ 18,90. A edição final tinha bem mais páginas que as demais, mas o aumento de 8 reais decerto foi devido à tiragem limitada e aos três anos de diferença entre um volume e outro. Aparentemente, mesmo com tiragem limitada, as vendas do volume final também foram um fracasso.


SAVANNA GAME (JBC)

Publicado pela JBC a partir de 2015 e dividido em duas “temporadas”, o mangá Savanna Game estava custando R$ 12,50 até o edição 7 (4 da segunda temporada). Demorou mais de um ano para a editora publicar o volume 8 (que veio a ser o último da série). Lançado em outubro de 2017, ele veio com reajuste, sendo publicado ao preço de R$ 15,90.

A edição 8 (5 da segunda temporada) tem mais páginas que as demais, mas decerto o motivo principal do aumento foi essa diferença entre um ano outro. Em outubro do ano passado, os mangás em papel jornal da JBC custavam R$ 14,90 e um deles (UQ Holder!) já tinha sofrido reajuste para R$ 15,50, de modo que o aumento para R$ 15,90 era esperado.


HETALIA (NewPOP)

Publicado pela NewPOP desde 2010, o mangá Hetalia ficou mais de dois anos parado entre a publicação do penúltimo e do último volume. Assim, o mangá que custou R$ 19,90 nos cinco primeiros números, subiu para R$ 21,90 no sexto e último tomo.

Nesse caso específico, ou as pessoas não ligavam muito para o mangá ou elas ficaram muito felizes com a conclusão, pois não vimos ninguém reclamar do aumento.


THE TESTAMENT OF SISTER NEW DEVIL (Panini)

Juntamente com Hetalia, The testament of sister new devil é o caso mais recente desta lista, ambos publicados agora no início de 2018.

O mangá começou a ser lançado pela Panini em julho de 2016 custando R$ 12,90, subiu para R$ 13,90 e na última edição teve um outro reajuste passando para R$ 14,90. Nenhuma explicação foi dada para o aumento, mas é evidente que o último tomo foi negociado à parte (o mangá foi concluído recentemente no Japão), com outros valores, e isso fez ocorrer o aumento.

Só que, ao contrário de Hetalia e Savanna Game, que o tempo de demora entre uma edição e outra foi longa, Sister New Devil não teve essa demora e esperava-se que a editora fosse manter o valor, afinal era a última edição e a obra não teve hiatos…

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Há mais mangás que sofreram reajuste no último volume? Provavelmente, sim. A verdade é que não fizemos uma pesquisa para saber. Esta lista de curiosidades foi feita apenas com obras que a gente já sabia que tinham sofrido aumento de preço na última edição e resolvemos apresentar a vocês para que relembrassem ou ficassem sabendo desses casos^^.

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10 comentários

  1. O love hina 28 até se entende o aumento de preço, pois veio com algumas páginas coloridas, se não me engano em papel couchê. algo que não tinha em nenhum outro volume.

    BTW, se bem me lembro, essas páginas coloridas não foram coloradas quando relançaram na nova versão…

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  2. Sobre Homunculus,lembro de ver um vídeo da Panini…procurei ele,era no Planet Zip #5,na qual um editor,chamado Levi,dava uma rápida entrevista para um outro editor/apresentador,na qual falava que Homunculus ia ser concluído com muito esforço deles,o volume final ia ter uma tiragem limitadíssima,um número maior de páginas do que o normal e inicialmente ia ser vendido apenas na loja online,nem sei se chegou a ir para livrarias.

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  3. Homunculus é o caso mais triste da lista, já que é um mangá que muito provavelmente veio muito antecipado pra cá.

    Até hoje me pergunto por que preferiram ele a Ichi the Killer na hora de licenciar.

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Os comentários estão encerrados.