Resenha: Little Witch Academia #01

As aventuras das bruxinhas em versão mangá…

Em Junho de 2018, a editora JBC publicou no Brasil o primeiro volume do mangá Little Witch Academia, de Keisuke Sato. A obra, que está em publicação no Japão desde dezembro de 2016 na revista Shonen Ace, da editora Kadokawa Shoten, conta atualmente com 2 volumes encadernados no oriente e já se sabe que será concluída em 3, sendo portanto uma série bem curtinha.

O mangá é baseado em um animê de mesmo nome exibido na televisão japonesa entre janeiro e junho de 2017, concluído em um total de 25 episódios. A animação é do famoso estúdio Trigger e ela nasceu originalmente como um pequeno filme de 26 minutos no ano de 2013, tendo ganhado, dois anos depois, um novo filme, com uma duração um pouco maior. No Brasil, todas essas versões estão disponíveis na Netflix, contando inclusive com áudio em língua portuguesa.

As animações sempre receberam boas críticas e agradaram bastante a maioria do público alvo. Mas como será o mangá? Será tão divertido e simpático como o original animado? É isso que veremos agora…

  • Sinopse Oficial

“Basta estender a mão, que vai começar a minha história…!!”. Atsuko Kagari se matriculou na Escola de Magia Luna Nova, especializada em treinar bruxas, devido sua admiração pela bruxa Shiny Chariot. Ela tem grandes expectativas quanto a essa sua nova vida escolar, cheia de novas descobertas… Assim começa essa história de magia e fantasia, cheia de encontros, ensinamentos e amadurecimento.

  • História e desenvolvimento

A história de Little Witch Academia é bastante simples. A protagonista da história Atsuko Kagari (também chamada de Akko) é uma humana normal, que não vem de uma família de bruxas, e que um dia, aos seis anos de idade, vê uma apresentação de Shiny Chariot e desde então a jovem fica deslumbrada, desejando tornar-se uma bruxa como ela quando crescesse.

Nesse mundo, ainda há uma escola de magia que forma bruxas, chamada de Luna Nova, na qual Shiny Chariot estudara muitos anos antes. Um pouco mais velha, Atsuko consegue se matricular nesta escola – mesmo sendo uma humana comum e não sabendo nem voar numa vassoura – e lá conhecerá Sucy e Lotte com quem viverá algumas aventuras e muitas confusões.

O mangá é basicamente uma história de ação e aventuras daquelas bem convencionais que todos nós já vimos muitas vezes, feitas para você passar o tempo e se divertir com as confusões e intrigas envolvendo as personagens da escola de bruxinhas.

E Little Witch Academia faz o seu objetivo muito bem, nos apresentando uma história divertida e com personagens bem carismáticos. Atsuko é aquela protagonista hiper-ativa típica que não consegue ficar parada e está sempre apressada a resolver (e a criar também) problemas, com cada ação dela, inevitavelmente, resultando em confusões. Já Sucy é uma bruxinha que gosta de itens venenosos e está sempre brincando com Akko, também resultando em algumas situações bem divertidas, como quando, logo no segundo capítulo, a garota faz Atsuko recitar, sem saber, umas palavras que atraiam um certo monstro^^. Por sua vez, Lotte é aquela garota boazinha, até meio medrosa, pronta a ajudar Akko sempre que possível e, nessa ajuda, ela também se mete em algumas confusões que tornam diversas passagens do mangá mais bem humoradas.

Lotte, Akko e Sucy

As três personagens e as demais bruxinhas do mangá contracenam em diversas situações que fazem o leitor ora ficar animado pela ação, ora rir pelo humor de uma dada cena ou outra.

Com tudo isso, deve-se ter em mente que Little Witch Academia é um mangá juvenil, sem discussões aprofundadas e sem nada que o torne algo grandioso (e não tem nada de errado com isso, visto que a obra preza por ser um título leve e divertido, destinado as pessoas mais jovens) e, por isso mesmo, também não há um grande conflito definido nesse primeiro volume. A única coisa similar a isso foi uma pequena rixa entre Akko e Diana, uma das bruxinhas de Luna Nova, que fala mal da sua amada Shiny Chariot.

Vale dizer que embora seja uma obra contínua, cada capítulo se mostra como se fosse quase independente, tendo uma história com começo, meio e fim. Há, inclusive, algumas coisas que parecem “puladas” (como no capítulo 4 em que Akko e as amigas têm que devolver uma vassoura sem que ela tivesse sido mencionada antes), mas dentro desse contexto de os capítulos serem independentes e fechados, não chega a ser um demérito narrativo.

Como um mangá feito para ser um entretenimento, Little Witch Academia não deve nada, sendo um título bem simpático e ótimo para aqueles que querem apenas ler e passar o tempo com uma história bem levinha.

  • A edição nacional

A editora JBC inicialmente divulgou que o mangá viria com as dimensões 13,5 x 20,5, o padrão da editora, porém ocorreu uma mudança e ela foi publicada no formato 13,2 x 20 cm. Ou seja, o mangá tem a mesma altura dos títulos da Panini e tem uma menor largura. Alguns mangás da JBC estão saindo nesse novo formato, caso de Platinum End e da nova edição de Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas.

Formatos: novo x velho

O acabamento do mangá está muito bom não apresentando qualquer ondulação ou outro defeito e sendo excelente de se folhear. O volume teve as capas internas coloridas e foi publicado com miolo em papel Off white (saiba mais aqui), com direito a algumas páginas coloridas. Isso tudo ao preço de R$ 16,90, um valor muito barato pelo que oferece.

Em relação ao texto, não encontrei erros de revisão e a adaptação está muito boa, praticamente sem termos estrangeiros desnecessário e com pouquíssimas notas de rodapé, tornando a leitura bem fluída e sem percalços. Um ótimo trabalho da editora.

  • Veredicto

Não assisti ao animê de Little Witch Academia por completo, então – muito felizmente – não posso julgar o mangá em comparação com a animação. Provavelmente quem viu o desenho animado por inteiro (só assisti aos primeiros episódios e depois não voltei mais) deve notar discrepâncias no mangá em relação à obra original, afinal nos próprio paratextos da edição, Keisuke Sato diz que buscou criar alguns episódios originais. Então imagino que algumas coisas tenham sido sutilmente colocadas no mangá, enquanto na versão animada essas coisas possam ter sido mais desenvolvidas.

Como mangá independente, porém, Little Witch Academia funciona e funciona muito bem. Se você nunca viu o desenho animado, você nem perceberá que a obra é uma adaptação vinda dessa mídia. Keisuke Sato consegue fazer um trabalho muito bom nesse mangá – ou ao menos nesse primeiro volume – tornando-o uma obra que pode ser lida por todos e não somente pelos fãs da franquia original.

Por último, vale recordar mais uma vez que o mangá é juvenil, com uma história de ação e aventura bem leve. Se você gosta desse tipo de história, vai fundo que não irá se arrepender de aquirir essa obra. Se não é o seu gênero favorito, o mercado brasileiro tem outros títulos para você, mas Little Witch Academia é uma ótima obra para você iniciar aquele seu irmão mais novo, filho ou sobrinho no mundo dos mangás :).

  • Ficha Técnica

TítuloLittle Witch Academia
Autor: Keisuke Sato
Tradutor: Karen Kazumi Hayashida
Editora: JBC
Dimensões: 13,2 x 20 cm
Miolo: Papel Offwhite
Acabamento: Capa cartonada
Classificação indicativa: Livre
Número de volumes: a ser concluído em 3.
Preço: R$ 16,90
Onde comprar: Amazon

8 Comments

  • Jefferson Alves

    Ótima resenha. Tenho o meu exemplar aqui, agora é só tet tempo para lee hehehehe. OBS.: os próximos mangás que a JBC lancará serão todos nesse novo formato mesmo, do tamanho do da Panini?

    • Não disseram isso com todas as letras.
      Mas pelo menos o Alita Last Order deveria ser do tamanho antigo para combinar com o Alita original.

  • Primeiramente gostaria de parabeniza-lo pelo ótimo texto, super objetivo e informativo. Eu não cheguei a assistir a série de TV animada, porém assisti um OVA/filme — não sei o que é, pra falar a verdade — que parecia a origem de como ela foi parar na escola e achei a história bem mediana e a animação muito boa, quando fiquei sabendo da publicação do mangá fiquei meio receoso, porém pelo valor que tá, quantidade de volumes, e após ler aqui que fizeram um trabalho super competente estou apto a adquirir se o bolso permitir — se eu acabar não gostando, é só dar para minha sobrinha de presente, rs.

    Ah, posso saber se pretende fazer resenha de Made in Abyss? É um mangá que eu estou bastante animado em adquirir, apesar de não gostar — ao menos não mais — de comprar obras que ainda estão em publicação no Japão.
    Ah, e Toradora também — se bem que esta as chances de eu comprar de qualquer forma são altas.

    • Toradora certamente terá resenha, só demorará um tempo, pois trata-se de um livro e tal.

      Made In Abyss talvez.

  • Marcelo

    Resolvi comprar, mas não gostei, não. Achei bem bobinho na maior parte, e como você disse, deve ser mais fácil agradar para aquele priminho pequeno.

    Estou em dúvida se finalizo a coleção. Afinal, são só mais 2 edições. Mas já não tenho tanta esperança de dar um giro total e acabar gostando do segundo ou terceiro volume. Tem que mudar da água pro vinho, literalmente.

    Sobre Mangás inéditos (pra mim, obviamente) já fiz a pre-order de Jojo na Saraiva. Aproveitem que está mais barato que na Amazon, que não está com desconto. Já conheço a primeira e segunda temporada do Anime, muito ansioso para ver como é o Mangá. Espero gostar bastante. Do outro lado: Dragon Ball Super e Lost Canvas. Mas esses não tão em pré-venda em nenhum lugar. No caso de Dragon Ball, nem listado está, ao contrário de Lost Canvas que está listado, mas indisponível. Nenhuma novidade? No caso de Lost e Jojo, porque essa demora se já estavam prontos desde a Anime Friends? Tem alguma relação com o serviço de distribuição?

    Mas vou falar a verdade, curioso pra ver esse Dragon Ball Super. Se mudaram muito em relação aos anteriores.

    • Eu acho que não se deve desistir do primeiro volume de um mangá, pois ele sempre pode surpreender. Mas no seu caso você não gostou por uma característica intrínseca dele, que no caso é ser mais juvenil mesmo. Então, em minha opinião não há necessidade de continuar.

      —-
      No Anime Friends era apenas pré-lançamento e as editoras priorizam os eventos. Mas não existe nenhuma explicação para a demora de certos títulos serem adicionados nas lojas…

      Lost Canvas já está em pré-venda na Amazon normalmente.
      Dragon Ball Super está só com assinatura aberta no site da Panini. Ela ainda não o cadastrou em nenhuma megastore.

  • anderson

    Revendo o ova original pode-se perceber diferenças consideráveis com a série que deu origem a esse mangá.Diana era realmente arrogante e maldosa-até mesmo racista,e matar monstros parecia ser uma atividade comum para as bruxas.

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