BBM Lista: 5 mangás publicados no México que eu gostaria no Brasil

A terra do Chaves e do Chapolin

Até poucos anos atrás, o México não tinha um mercado consolidado de mangás. Houve sim editoras publicando quadrinhos japoneses por lá, mas durante um tempo a situação ficou bastante nebulosa com praticamente nada saindo. Isso só começou a mudar por volta de 2014 e 2015, com a entrada da Panini. Foram títulos e mais títulos seguidos, o mercado cresceu e hoje por lá todos os meses se publica mais mangás do que no Brasil, coisa que era meio impensável um tempo atrás.

Apesar disso, boa parte dos títulos que os mexicanos têm, temos aqui no Brasil também. Entretanto, algumas obras que saem lá nos dão uma inveja daquelas, pois parecem títulos que não despertam qualquer interesse das empresas locais. Hoje, venho listar cinco mangás publicados no México que eu gostaria que fossem publicados em terras brasileiras. Vem ver :).


Ah! Megami-sama


Ah! Megami-sama é um daqueles títulos que a gente não vê saindo no Brasil a curto prazo (talvez até mesmo a longo prazo), pois possui 48 volumes ao todo e em nosso país é raríssimo lançar mangás inéditos que tenham mais de 40 volumes no Japão (só aconteceu 6 vezes até hoje e maioria dessas seis possui exceções que diminuem ainda mais as chances). A obra é uma daquelas comédias românticas ao estilo Love Hina, com bastante humor e pitadas de sensualismo aqui e ali.

No Brasil, embora o mangá nunca tenha sido publicado, uma série de episódios passou na televisão por assinatura com uma dublagem completamente esquisita, mas que mesmo assim mostrou bem como era a história e fez com que muita gente se apaixonasse pela obra.

Oh, Mi Diosa!. Foto: Mercado Livre México

No México, o título foi publicado pela editora VID (que não publica mais mangás atualmente) em formato meio-tanko, mas não chegou a ser concluído. Foram lançados 64 edições (equivalente a 32 originais) antes de ser descontinuado.

Ah! Megami-sama é de autoria de Kosuke Fujishima e foi publicado na revista Afternoon, da Kodansha, entre 1988 e 2014, sendo concluído em 48 volumes. Recentemente, a obra ganhou uma linda reedição, com capas novas, diminuindo a quantidade de volumes para apenas 24. Ainda assim, não parece um título que pareça no radar das editoras…

SinopseMorisato Keiichi é um rapaz solitário que vive em um dormitório masculino e que sonha em ter uma namorada. Um belo dia ele faz uma ligação, mas ela acaba indo parar em uma Linha de Ajuda das Deusas. Nesse momento aparece uma dessas deusas, Belldandy. Keiichi, surpreso e desconfiado, acha que é apenas mais uma brincadeira de seus amigos, então ele faz um pedido para a deusa, para que ela fique para sempre com ele. Ela aceita, e aí eles começam a viver altas aventuras, com a chegada de outras deusas e personagens…


Fly, o pequeno guerreiro


Outro título considerado impossível de sair no Brasil é o mangá Dragon Quest – Dai no Daibouken (ou Fly – o pequeno guerreiro, como ficou conhecido no Brasil), um típico shonen de lutinha que encantou uma geração. Conhecemos a obra por meio de sua adaptação em animê, exibida nas manhãs do SBT, com sua musiquinha de abertura que ainda hoje gruda na cabeça quando a gente ouve (ou sequer lembrar dela).

Dragon Quest – Las Aventuras de Fly. Foto: Mercado Livre México

Fly, o Pequeno Guerreiro é de autoria de Riku Sanjo e Koji Inada e foi publicado na revista Shonen Jump, da Shueisha, entre 1989 e 1996, sendo concluído em 37 volumes. No México, o mangá foi publicado por inteiro pela editora VID.

No Brasil, o mangá nunca foi lançado e hoje parece meio difícil, pois mesmo se alguma editora se interessasse, já tem alguns anos que há entraves jurídicos no Japão entre Shueisha e Square Enix envolvendo o título. Ou ao menos é isso o que as editoras brasileiras disseram…

Sinopse: Fly é o único humano a viver na ilha dos monstros. Seu sonho é crescer e tornar-se um herói. Quando o Lord Demônio é ressuscitado, o herói Avan aparece na ilha e passa a treinar Fly. Avan acaba sendo morto e Fly sairá em viagem para vingar a morte de seu mestre…


CLAMP School Detectives


Falar de CLAMP em uma postagem neste blog é meio que muito esperado e nada surpresa. Embora tenhamos vários obras do grupo no Brasil, alguns títulos ainda permanecem inéditos em nosso país e logicamente a gente desejaria que mais e mais títulos apareçam. CLAMP School Detectives é um deles.

CLAMP School Detectives. Foto: Mercado Livre México

Completo em 3 volumes no Japão, CLAMP School Detectives teve sua publicação no México também pela editora Vid. Todos os volumes foram lançados.

Sinopse: No Japão atual, existe uma cidade-escola chamada Academia CLAMP. Esta instituição de ensino abriga dez mil pessoas, dentre elas funcionários e alunos. A única regra para a aceitação de novos alunos é que este tenha alguma habilidade específica, pois cada aluno da Academia CLAMP é brilhante em algum aspecto. Dentre tais alunos, três recebem destaque pelo seu brilhantismo: Kaichou (líder do grupo, Presidente do Conselho Estudantil e filho do fundador da Academia), Suoh (herdeiro do influente Clã Takamura, um grupo renomado, descendente de ninjas, sendo que, normalmente, os membros deste Clã são eficientes “guarda costas” muito requisitados por famílias poderosas e políticos) e Akira (um rapazinho fofo, de personalidade brincalhona, sorridente, alegre e amigável; totalmente abobado e alheio às dificuldades, ele é um excelente cozinheiro e um amigo ímpar nas horas de adversidades). O enredo se baseia na formação da Academia de Detetives CLAMP, composto pelos três, onde a missão principal é basicamente levar conforto aos corações das damas aflitas.


Kyoukai no Rinne


Todos os mangás que citamos até aqui foram publicados antes da entrada da Panini no mercado mexicano. Existe uma razão de ser: a maioria dos mangás que foram publicados pela filial da empresa italiana, bem como a sua principal concorrente, a Kamite, são obras que já foram lançadas ou estão sendo lançadas no Brasil, então não haveria uma razão de querer elas de novo no Brasil. A maioria, não todos. Um dos inéditos é Kyoukai no Rinne.

Como fã de Rumiko Takahashi eu gostaria de ter mais coisas da autora no país e Kyoukai no Rinne é só mais uma dessas obras. No México, o mangá começou a ser publicado em 2017 pela Panini e segue em publicação. No Japão foi concluído em 40 volumes.

SinopseQuando criança Mamiya Sakura misteriosamente desapareceu na floresta atrás da casa de sua avó. Ela voltou sã e salva, mas desde então, ganhou o poder de ver fantasmas. Agora ela é uma adolescente que apenas deseja ser deixada em paz pelos fantasmas. Na escola, a mesa ao lado de Sakura está vazia desde o começo do ano escolar, então certo dia, seu colega de classe sempre ausente aparece, mas ele é muito mais do que aparenta ser.


Nodame Cantabile


Nodame Cantabile é um dos animês que eu mais assisti na vida, juntamente com Card Captor Sakura e Death Note. Não é de se estranhar, então, que eu deseje tanto a vinda da obra original ao Brasil. Para quem viu o  desenho animado sempre fica aquela sensação de “como funcionaria sem música”, mas acho que é um pensamento meio sem sentido, afinal mangá tem mecanismos próprios de contar uma história e não há necessidade de se escutar a música para ter uma boa experiência, vide Your Lie In April.

Nodame Cantabile

No México, assim como Kyoukai no Rinne, Nodame Cantabile veio na nova leva de mangás do país e está em publicação – ainda nos primeiros volumes – pela editora Kamite, principal concorrente da Panini. No Japão, o mangá foi concluído em 25 volumes.

Sinopse: Em uma importante academia de música no Japão, Shinichi Chiaki é um exímio pianista, mas que tem o sonho de se tornar um regente. Quando Chiaki e seu professor começam uma briga, ele é rebaixado para a classe de fracassados. No meio disso, ele acaba tendo contato com uma garota irritante, Nodame, que posteriormente se auto proclamará sua namorada. E para completar a situação, Noda mora ao lado de Chiaki e os dois inevitavelmente passarão a conviver bem mais tempo juntos do que ele gostaria. A vida do rapaz mudará mais ainda, com a chegada de alguém do exterior. Como será o caminho dele na música a partir de então?


Para quem tem interesse em saber o que sai na terra do Chaves, o site Manga Mexico possui uma lista com todos os mangás da Vid (clique aqui), Panini (clique aqui) e da Kamite (clique aqui) lançados por lá.

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12 comentários

  1. Gostei de quando usou o “Ou ao menos é isso o que as editoras brasileiras disseram…”. Yahahahaha!!! Isso mostra como o nosso mercado é confiavel.

    Dae queria o Dragon Quest, sou fã dos jogos e curtia o desenho. Cheguei a ler o mangá por scans, mas os brs nunca terminaram a obra. Uma pena trazerem umas tralhas q ninguem quer e n arrisca nesse mangá. Bem visto q as tralhas são de no maximo 10 volumes, realmente n vejo arrisca em algo como esse.

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  2. Ah! Megami-sama: Adorava o anime e gosto do manga o traço parece que fica melhor a cada volume algo incrivel!!!
    Dragon quest – Dai no Daibouken Li por scans em espanhol… É um dos poucos mangas que pegaria mesmo em outro indioma. Mas se vir gostaria que viesse outros da franquia dragon quest tipo: Dragon Quest Retsuden: Roto no Monshō
    Kyoukai no Rinne gosto dos trabalhos da Rumiko Takahashi. Uma vez comprei um manga dela que nem conhecia mas gostei: One-Pound Gospel
    CLAMP School Detectives ainda tenho esperança de sair aqui pela JBC ( JBC já trouxe tanto material da Clamp… quem sabe mais esse)

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  3. A “Escola CLAMP de Detetives” deveria ter sido publicado no Brasil na mesma época de X pelo menos. Pois seus personagens aparecem na trama apocalíptica, assim como o colégio CLAMP.
    Queria ver Clover também, assim como Legal Drug/Drug & Drop que se conectam diretamente com Wish e depois com XxxHolic =[

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  4. Um mangá que já saiu no México e eu tenho esperanças de sair por aqui é Aku no Hana. Happiness me parece estar dando certo e já é vendido como o “mangá do autor de Aku no Hana”. É questão de tempo, eu acho…

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