BBM Lista – Mangás que QUASE foram lançados no Brasil

Poderia ter vindo, mas não veio

Texto publicado originalmente em 20/01/2018
Atualizado em 23/09/2021

Você sabia que um mangá ser anunciado no Brasil não é uma garantia total de que a obra será realmente publicada? Já aconteceu de editoras divulgarem obras antes de terem o contrato assinado e alguma coisa ter dado errado. Já aconteceu também de editoras falirem antes de publicar a obra, e assim por diante.

A postagem de hoje vem relembrar a vocês os mangás que quase foram lançados no Brasil. Na lista, então, você verá diversos títulos que foram revelados que sairiam, mas que estão no limbo até hoje ou que só vieram posteriormente, por outras empresas.

Vem ver :).


MANGÁS QUE QUASE FORAM LANÇADOS NO BRASIL


  • Yuka (Edrel): Nos 1960/1970, a editora Edrel tentou negociar com o Japão o mangá Yuka o Yobu Umi, de Tetsuya Chiba (autor de Ashita no Joe), existindo até propagandas da obra em revista. O licenciamento não foi para a frente e a obra nunca saiu.

 

  • Koudelka (Conrad): no final de 2002, a Conrad anunciou dois novos títulos para 2003. Um deles foi Koudelka, de Yuji Iwahara. A informação foi divulgada por meio de revistas e também por sites que existiam na época, como o Omelete. Mas a obra, de apenas três volumes, nunca apareceu. Até onde sabemos não existe uma explicação oficial do porquê das série ter sido anunciada e nunca publicada pela Conrad. O que imaginamos é que a editora anunciou a obra antes de ter o contrato assinado e, no fim, algo deu errado…

 

  • Aqua Knight (Opera Gráphica): em 2002, a editora Opera Gráphica lançou alguns mangás, dentre os quais Battle Angel Alita, de Yukito Kishiro, que posteriormente descobriu-se ser uma versão não licenciada. Esse não seria o único mangá de Kishiro a ser lançado. No final de outro mangá da empresa, Jam – As Justiceiras, a empresa informava que o mangá Aqua Knight poderia chegar em breve ao Brasil. Não chegou.

 

  • Hot Gimmick (Conrad): novamente a Conrad é a estrela, dessa vez com o mangá Hot Gimmick, de Miki Aihara. Ao que parece, esse mangá shoujo de 12 volumes foi anunciado no Brasil por volta de 2007 pela editora e ficou apenas nisso mesmo. Não conseguimos encontrar muitas notícias e informações da época.

 

  • Lullabies from hell (HQM): em dezembro de 2008, o site HQManiacs, da editora HQM (que publicava The Walking dead), anunciou uma série de novidades da empresa e, dentre elas, havia dois mangás originalmente japoneses, ambos de apenas um volume, Who Fighter e o coração das trevas, de Seiho Takizawa, e Lullabies from hell, de Hideshi Hino, um dos mestres dos mangás de terror. Who Fighter e o coração das trevas foi publicado um tempo depois, mas Lullabies ficou no limbo e se encontra inédito até hoje.

 

  • Jack Frost – hq coreana (Savana): em 2009, a editora Savana surgiu no mercado brasileiro anunciado quatro títulos, dois japoneses e dois coreanos. A editora só conseguiu lançar um volume das outras três séries foram lançadas antes de sumir. Jack Frost, por sua vez, nunca saiu.

 

  • Piratas do Caribe (Abril): em 2015, a editora Abril publicou uma enxurrada de mangás baseados em obras de propriedade da Disney e muitas mais viriam com o tempo. Um dos títulos que iriam ser publicados é o mangá que adapta Piratas do Caribe, obra em 4 volumes de Mikio Tachibana. A informação foi revelada por meio do site Planeta Gibi e também se encontrava registrado no ISBN. Entretanto, os Disney Mangás não venderam o esperado e a editora Abril suspendeu a publicação de novas obras.

 

  • Toy Story (Abril): o mesmo caso de Piratas do Caribe (acima). Com o mal desempenho dos mangás Disney, Toy Story, de Tetsuhiro Koshita, terminou por não ser publicado no Brasil.

 

  • Not Simple (L&PM): em 2014, a famosa editora gaúcha L&PM foi perguntada por leitores se ela publicaria novos mangás e a empresa respondeu com dois títulos, Fim de Verão, de Mohiro Kitoh, e Not Simple, de Natsume Ono. O primeiro saiu em 2015. O segundo permanece inédito até hoje.

 

  • Hakuoki (Nova Sampa): obra em 4 volumes, esse mangá foi anunciado pela Nova Sampa em 2014 e é o único título desta lista a ter o lançamento cancelado de viva voz. Segundo a empresa, ela tinha conseguido a licença, mas o mangá estava ligado a uma franquia de jogos e ocorreram problemas com os japoneses que a editora não esperava. Em 2016, eles tentaram mais uma vez resolver a questão, mas em 2017 oficializaram o cancelamento.

 

  • Malicious Code (Nova Sampa): anunciado pela editora Nova Sampa em dezembro de 2015, esse mangá de apenas 4 volumes terminou por não ver a luz do dia. A editora parou de publicar quadrinhos japoneses em 2017 sem lançar um volume sequer de Malicious Code.

 

  • Muvluv Unlimited (Nova Sampa): anunciado em julho de 2014 pela Nova Sampa, MuvLuv Unlimited, obra de apenas 4 volumes, tinha os mesmos problemas de Hakuoki. Embora a empresa não tenha anunciado o cancelamento oficial, nunca chegou a ver a luz do dia.

 

  • Benkei in New York (Conrad): ao que parece esse mangá (de Jinpachi Mori e Jiro Taniguchi) nunca chegou a ser anunciado pela Conrad. Sabemos que ele foi licenciado (ou se tentou licenciar) porque em maio de 2018 a editora Pipoca & Nanquim revelou que a Conrad havia encomendado a tradução dessa obra para Drik Sada. Obviamente, o mangá não viu a luz do dia.

 

  • Baoh (Dealer): obra de Hirohiko Araki, mesmo autor de Jojo’s Bizarre Adventure, Baoh supostamente teria saído no Brasil em 1990. A obra constava em propaganda em revistas da época em que mostravam um “já nas bancas”, entretanto não existe registro de uma edição física, de modo que provavelmente não deve ter saído.

MANGÁS QUE VIERAM DEPOIS


Os títulos acima não foram os únicos mangás que terminaram por não sair. Existem alguns com casos similares, mas que terminaram por vir depois, por outra editora. É isso o que você verá a seguir:

 

  • Patrulha Estelar Yamato (Opera Gráphica): em 2002, a editora Opera Gráphica anunciou vários mangás, um desses títulos foi Patrulha Estelar Yamato, de Leiji Matsumoto. A obra só veria a luz do dia agora em 2021 pela editora NewPOP.

 

  • Berserk (Conrad): junto com Koudelka, a Conrad anunciou a publicou de Berserk para 2003, mas o título não saiu. A obra só viria a sair em 2005 pela editora Panini.

 

  • Pokémon Adventure (Conrad): em publicação por aqui há alguns anos pela editora Panini, o mangá Pokémon Adventure chegou a ser anunciado pela Conrad nos primórdios do mercado brasileiro de mangá. Não se sabe o que ocorreu, mas a obra não chegou a ser lançada na época.

 

  • A Princesa Kilala (On Line): em 2010, a editora On Line anunciou a publicação de três Disney Mangás, um dos quais era A Princesa Kilala. Este nunca chegou a sair pela empresa. O mangá só foi publicado em 2015, mas pela editora Abril.

 

  • Slam Dunk (Nova Sampa): o mangá Slam Dunk, de Takehiko Inoue, foi publicado na íntegra pela editora Conrad, mas já fazia anos e as pessoas queriam uma nova edição. Quando a editora Nova Sampa adquiriu a licença de Vagabond, ela comentou em um evento (em meados de 2014) que tinha exclusividade nos títulos do autor e disse SD era um título potencial, mas que dependia da recepção de Vagabond. Este mangá foi um fracasso, não vendeu nem 300 cópias, e a republicação de Slam Dunk não saiu. Posteriormente, a Panini adquiriu a licença das obras do Inoue e o mangá foi, enfim, republicado.

 

  • The Ghost In The Shell (Conrad): O mangá The Ghost In The Shell é mais um dos títulos que a Conrad queria publicar e não publicou. A editora chegou a encomendar uma tradução, mas no fim o negócio não foi para frente. Posteriormente, o mangá foi publicado pela editora JBC. A informação da história que aconteceu na Conrad foi passada em um evento por Drik Sada (tradutora da obra para a JBC) que disse que também fizera a tradução de GITS para a Conrad e que ficara engavetada por anos.

RELANÇAMENTOS QUE NUNCA OCORRERAM


Existe também o caso de mangás que foram publicados no Brasil e concluídos normalmente mas que, no entanto, depois tiveram o relançamento anunciado e ele não aconteceu. Vejamos alguns casos.

 

  • Batman Mangá: obra de Kia Asamiya, Batman Mangá (ou Batman Filhos dos Sonhos) foi publicado no Brasil na íntegra pela editora Mythos no início dos anos 2000. Em 2015, o Wizmania, um antigo hotsite oficial da Panini, divulgou que o mangá seria relançado pela Panini em 2015. O hotsite dizia ainda que a obra teria 400 páginas e custaria R$ 19,90 com previsão de ser lançado em meados daquele ano. A obra, porém, não saiu. O hotsite disse posteriormente que ele foi remanejado e nunca mais se ouviu falar. Hoje a Panini acabou com os seus hotsites e se foca nas redes sociais e ninguém sabe o que aconteceu com esse Batman Mangá.

 

  • Star Wars – O Retorno de Jedi (Abril): a editora Abril começou a republicar os mangás de Star Wars (lançados no passado pela editora JBC), no entanto o mal desempenho fez com que apenas Uma Nova Esperança e O Império Contra-Ataca saíssem.

 

  • Star Wars – A Ameaça Fantasma (Abril): Mesmo caso de O Retorno de Jedi acima. Os mangás da franquia não deram certo e a editora Abril acabou o relançamento nas duas primeiras séries.

 

  • Dark Metrô (NewPOP): anunciado em 2015 no primeiro NewPOP Day, o mangá iria retornar ao país no Formato Max, compilando os três volumes em apenas um. Seria o primeiro título no formato, mas acabou não saindo. Em janeiro de 2019, a empresa falou de seus futuros lançamentos e disse que “Outros projetos da editora, como possíveis reimpressões de séries antigas, serão engavetados no momento devido à situação do mercado e das livrarias, mas é algo a ser reestudado com a melhora da economia“. Dark Metrô (que era um título confirmado) também entrou no meio desses “possíveis” e ficou no limbo até ser “reestudado” em algum momento (se é que esse momento vai chegar…).

 

  • 1945 (NewPOP): no mesmo evento em que anunciou Dark Metrô, a editora também divulgou uma nova tiragem de 1945, o primeiro mangá da editora. Não aconteceu até hoje e também se encontra no mesmo limbo.

 

  • Vampire Kisses (NewPOP): outro título que também tinha previsão de retornar pela editora era Vampire Kisses, mas igualmente foi encaixado na esfera do “possíveis reimpressões” e ficou no limbo do improvável.

Propaganda de “Baoh”
Propaganda de “Berserk” e “Koldelka”
Propaganda de Pokémon Adventures
Registro no ISBN de Piratas do Caribe

 

Imagem de uma palestra da NewPOP em que a empresa mostra seus futuros lançamentos, entre os quais as republicações de Dark Metrô (MAX), 1945 e Vampire Kisses, que nunca aconteceram.
Propaganda de Yuka o Yobu Umi  

Vale comentar que, certamente, existem diversos outros títulos que quase foram lançados no Brasil, mas que ninguém sabe. Isso porque é comum as editoras licenciarem diversas obras e só irem divulgando com o passar do tempo. Algumas vezes o tempo de contrato acaba antes de a empresa conseguir publicar ou mesmo a própria editora pode desistir da publicação por ter conseguido títulos melhores, e assim por diante.

 A não ser que alguma editora revele, nunca ficaremos sabendo desses casos…


10 Comments

  • João Henrique da Silva Neto

    Zero chance da Nova Sampa terminar Pride, Godeath, Ikkitousen entre outros?

  • JonasRobson

    A Panini ta respondendo tudo nos comentários do Facebook, mas a melhor forma de saber é olhando aqui nesse site.

  • Miguel

    Nossa !! E por falar em lançamentos, alguém tem noticias da editora Panini?
    As redes sociais deles estão paradas faz um tempo…?

    • Zero chance de isso acontecer. O mangá é curto e é da JBC. Se ela não falir será lançado sem qualquer problema. A única dúvida real é sobre Inu-yasha por ele ser um mangá muito longo e tal.

  • Isaura Luiza Machado

    Valeu Kyon, achava que Kouldeka era delírio meu, bom saber que não era.

  • GG

    Mais um bom artigo, não tinha também um mangá do Jobs ou era só rumor?

  • Guilherme

    Kyon, vc acha que algum desses mangás pode vir a ser licenciado e efetivamente publicado no Brasil?

Comments are closed.

%d blogueiros gostam disto: