BBM Lista – Mangás que QUASE foram lançados no Brasil

Poderia ter vindo,mas não veio

Texto publicado originalmente em 20 de janeiro de 2018
Atualizado em 28/07/2019

Um mangá ser anunciado ou descoberto não é o bastante para garantir que ele seja efetivamente publicado no Brasil. Algumas vezes ocorrem alguns entraves que fazem um certo título virar lenda e, até mesmo, sequer ser lançado.

Nos Estados Unidos, um caso icônico atual é o de Rosa de Versalhes, de Riyoko Ikeda. Anunciado em 2015 com promessa de ser lançado em 2016, a obra ficou anos sem nada concreto. Muitas pessoas achavam até que a Udon Entertainment, empresa que licenciou a obra, tivesse desistido de publicar o mangá, mas no início de 2018 a editora disse que estão traduzindo e editando a obra. Agora em meados de 2019, a empresa enfim divulgou as capas e uma data de lançamento.

Aqui no Brasil, a NewPOP tem obras anunciadas há anos e que não se sabe quando ela irá lançar. Pela L&PM temos o mangá Not Simple, de Ono Natsume, há cinco anos na gaveta da editora e todos têm sérias dúvidas se esse mangá realmente ganhará uma versão em português.

Todavia, tanto os mangás da NewPOP, quanto o da L&PM ainda têm chances reais de serem publicados, mas no passado – um passado nem tão distante assim – tivemos obras que foram anunciadas ou descobertas e que, no fim, não foram lançados por uma razão ou por outra. A nossa lista de hoje vem relembrar a vocês mangás que quase foram lançados no Brasil.


Koudelka (Conrad)


No final de 2002, a Conrad anunciou dois títulos novos para serem publicados em 2003. O primeiro deles foi Berserk, de Kentaro Miura, e o segundo foi Koudelka, de Yuji Iwahara (que criou também O senhor dos espinhos, publicado no Brasil pela JBC). A informação foi divulgada por meio de revistas e também por sites que existiam na época, como o Omelete.

Nenhum dos dois mangás foi lançado no ano seguinte. Berserk só veria a luz do dia em 2005 pela editora Panini, já Koudelka, um mangá de apenas 3 volumes, nunca apareceu e permanece inédito em nosso país até hoje. Já falamos desse caso em uma de nossas primeiras postagens, chamada Promessas não cumpridas, lá em 2015.

Até onde sabemos não existe uma explicação oficial do porquê de as séries terem sido anunciadas e nunca publicadas pela Conrad. O que imaginamos é que a editora anunciou as obras antes de ter a licença delas e, no fim, algo deu errado e elas não vieram…


Hot Gimmick (Conrad)


Novamente a Conrad é a estrela, dessa vez com o mangá Hot Gimmick, de Miki Aihara. Ao que parece esse mangá shoujo de 12 volumes foi anunciado no Brasil por volta de 2007 pela editora e ficou apenas nisso mesmo.

Não conseguimos encontrar muitas notícias e informações da época, mas é bem óbvio que em meio aos problemas que a Conrad vivia, a venda para o grupo IBEP, o mangá deve ter ficado relegado e terminou por nunca ver a luz do dia. Nenhuma editora se interessou em licenciá-lo.


Lullabies from hell (HQM)


Em dezembro de 2008, o site HQManiacs, da editora HQM (que publicava The Walking dead), anunciou uma série de novidades da empresa e, dentre elas, havia dois mangás originalmente japoneses, Who Fighter e o coração das trevas, de Seiho Takizawa, e Lullabies from hell, de Hideshi Hino, um dos mestres dos mangás de terror.

Who Fighter e o coração das trevas foi publicado um tempo depois, mas Lullabies ficou no limbo e se encontra inédito até hoje. O mangá possuía apenas 1 volume e, mesmo assim, não foi publicado. Não existe nenhuma explicação oficial para isso até hoje.


Piratas do Caribe (Abril)


Em 2015, a editora Abril publicou uma enxurrada de mangás baseados em obras de propriedade da Disney e muitas mais viriam com o tempo. Um dos títulos que iriam ser publicados é o mangá que adapta Piratas do Caribe, obra em 4 volumes de Mikio Tachibana. A informação foi revelada por meio do site Planeta Gibi e também se encontrava registrado no ISBN.

Entretanto, os Disney Mangás não venderam o esperado e a editora Abril suspendeu a publicação de novas obras. Ela sequer completou as quatro sagas em mangá de Star Wars que começou a publicar, tamanho o fracasso.


Space Battleship Yamato


A obra clássica de Leiji Matsumoto foi anunciada pela editora Opera Gráphica, ainda nos primórdios do nosso mercado de mangás. Segundo notícia do site Universo HQ de março de 2002, a empresa divulgou diversos títulos de quadrinhos e entre eles havia alguns mangás, Battle Angel Alita, Jam – As Justiceiras, Toshiki’s Sensual Girls, Komdom’s Safadinhas e, por fim, Yamato. De todos os títulos, o único que a empresa não publicou foi a obra de Leiji Matsumoto.

Vale recordar que Opera Gráphica foi acusada de trazer material sem licenciamento (Alita, por exemplo, acabou sendo publicado já no ano seguinte pela JBC, segundo a empresa por um pedido da própria Shueisha) e Yamato seria apenas mais um deles. No fim, o título só estaria de forma oficial no Brasil agora, já que recentemente a editora NewPOP anunciou o título.


Hakuoki (Nova Sampa)


Esse é o mangá mais recente desta lista. Anunciado pela editora Nova Sampa em 2014 o mangá acabou cancelado em 2017, sem ter visto a luz do dia. Ao que parece, a editora Nova Sampa havia conseguido a licença da obra, mas o mangá estava ligado a uma franquia de jogos e ocorreram problemas com os japoneses que a editora não esperava. Em 2016, a empresa comentou que ainda tentaria mais uma vez, porém acabou não dando certo.

Hakuoki é de autoria de Sachi Ninomiya e foi publicado no Japão entre 2009 e 2013, sendo concluído em 4 volumes no total.


E TEM MAIS?


I

Como você deve ter notado, Berserk chegou a ser anunciado pela Conrad, mas acabou só vindo pela Panini tempos depois. O mesmo ocorreu com Space Battleship Yamato. Há outros casos semelhantes em que alguns mangás chegaram a ser anunciados ou soube-se que iriam lançar, mas que não se concretizaram. Pokémon Special, agora em publicação pela Panini, é sempre lembrado pelos consumidores como uma das promessas não cumpridas da Conrad.

Outro título que também sairia pela Conrad é The Ghost In The Shell. A Conrad contava com a publicação do título, chegou a encomendar a tradução, mas no fim a negociação não foi para frente. Drik Sada, tradutora responsável pela obra na JBC, chegou a comentar no evento de lançamento de Akira que ela também fizera a tradução de GITS para a Conrad e que ficara engavetada por anos. O detalhe é que segundo ela ainda há algumas outras traduções engavetadas e que não tiveram a oportunidade de vir ao país. Em outras palavras, outros mangás estavam em planejamento pelas editoras, mas as negociações não avançaram.

Imaginamos que Jamais saberemos que obras são essas, mas em maio de 2018 eis que, do nada, ficamos sabendo qual era um desses mangás. A editora Pipoca & Nanquim revelou em um vídeo no Youtube que a Conrad havia encomendado a tradução de Benkei in New York, de Jinpachi Mori e Jiro Taniguchi. A obra notadamente terminou por nunca ser lançada

II

Existem outras obras que foram licenciadas também e não vieram a aparecer, alguns por motivos claros outros sem qualquer razão. A Abril iria lançar todos os mangás da franquia Star Wars, como falamos mais acima, mas terminou por só publicar os dois primeiros. As vendas não foram satisfatórias. Também da Abril há o mangá de Toy Story, que nunca apareceu devido ao fracasso de seus Disney Mangás.

Um outro caso recente é o de Batman Manga, de Kia Asamiya. O Wizmania, um hotsite da Panini, divulgou que o mangá, outrora publicado pela Mythos, seria relançado pela Panini em 2015. O hotsite dizia que a obra teria 400 páginas e custaria R$ 19,90 com previsão de ser lançado em meados daquele ano. A obra, porém, não saiu. O hotsite disse que ele foi remanejado (clique aqui e vejam por vocês mesmos^^). Já faz mais de dois anos isso e nunca mais se ouviu falar disso.

Por fim, a Nova Sampa ainda têm outros dois mangás que se enquadram na categoria de mangás que quase foram lançados no Brasil. A empresa anunciou Malicious Code e MuvLuv Unlimited, mas como a editora não publica nada há quase dois anos, está claro que eles não devem ver a luz do dia.


Certamente existem diversos outros mangás que quase foram lançados no Brasil. Pode acontecer de uma editora licenciar uma obra, não anunciar ela e o contrato vencer antes mesmo de a empresa conseguir publicar ou mesmo ela desistir da publicação por ter conseguido títulos melhores. Mas esses casos a gente nunca ficará sabendo quais são…

Anúncios

10 comentários

    1. Zero chance de isso acontecer. O mangá é curto e é da JBC. Se ela não falir será lançado sem qualquer problema. A única dúvida real é sobre Inu-yasha por ele ser um mangá muito longo e tal.

      Curtir

  1. Nossa !! E por falar em lançamentos, alguém tem noticias da editora Panini?
    As redes sociais deles estão paradas faz um tempo…?

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s