Resenha: “Game – Jogo Proibido” (volume 1)

Proibido para menores de 18 anos…

Dentre os inúmeros títulos que a editora Panini vem publicando em 2019, um dos mais diferentes de sua linha habitual é o mangá Game – Jogo Proibido por ser uma obra para adultos e que envolve uma relação baseada em sexo entre duas pessoas. Não que a editora já não publicasse mangás em que vez ou outra tivesse isso, mas um em que isso fosse o tema é verdadeiramente uma novidade desse ano.

Chamado no Japão de GAME~スーツの隙間~, o mangá Game – Jogo Proibido é de autoria de Mai Nishikata e começou a ser publicado no oriente em 2015 na revista Love Jossie, destinada ao público feminino adulto, e atualmente possui apenas quatro volumes publicados. A obra já sai no ocidente em alguns países como a França e a Itália. No Brasil, começou a ser lançado esta semana pela editora Panini. Lemos o volume e viemos comentar um pouco sobre ele.

  • Sinopse Oficial

Sayo, 27 anos, diretora-adjunta de um escritório de consultoria fiscal. Ela ignorava Kiriyama, um novato conquistador, apesar de suas cantadas, mas acabou abrindo seu coração ao sentir casualmente uma certa bondade em seus atos. Então, resolve dar início a um “jogo de amor” com tempo limitado e que começou com uma relação sexual…

  • História e Desenvolvimento

A primeira página do mangá já tem uma cena de sexo. Entretanto, vamos deixar claro desde já que não se trata de uma obra semelhante a um hentai. O mangá apresenta as cenas, as situações claras e evidentes, mas não há um foco em mostrar as pessoas nuas ou de destacar os seus órgãos genitais. Dito de outro modo, o mangá mostra o sexo como consequência das interações entre os protagonistas, como parte de contar a história, e não com o objetivo puro e simples de despertar desejo no leitor (embora, mesmo assim, isso ocorra com até bastante frequência no primeiro volume).

Dito isto, a protagonista da história se chama Sayo e ela é uma viciada em trabalho, estando sempre dando prioridade ao seu serviço e buscando conseguir mais e mais atividades dentro de sua empresa. Seu ritmo de ocupação é tanto que os demais funcionários da “firma” vivem falando sobre ela, chegando a dizer que ela “parece um homem”, com base naquela ideia ultrapassada de que trabalho é coisa da figura masculina, o que obviamente causa desconforto nela, embora tente negar dizendo que já está acostumada com o que dizem.

Sayo, a protagonista

Seu ritmo de trabalho intenso também a afeta em sua vida pessoal. A primeira cena do mangá é ela transando com seu namorado, porém seu telefone toca para um assunto profissional e ela imediatamente atende. O homem se levanta e vai embora, terminando o relacionamento, por não aguentar mais o jeito dela. Não é o único, porém. Ainda no início descobrimos que ela já teve outros relacionamentos que terminaram justamente por essa prioridade da mulher.

Não é o “gostar” que você pensa…

E aí entra na história Kiriyama, um novato na empresa por quem Sayo se torna responsável. A única coisa que a gente pode dizer de Kiriyama é que ele é um idiota completo, de longe um dos piores personagens que a gente teve a oportunidade de ver em um mangá. Assim que ele  fica a sós com Sayo, ele começa a importunar ela, querendo forçá-la a sair e a dormir com ele.

Kiriyama importunando Sayo.
De novo…

É um sujeitinho desprezível daqueles que a gente tende a ficar longe e a evitar dirigir a palavra se precisasse conviver. Nesse primeiro volume, a gente não tem um desenvolvimento dele enquanto personagem que nos permita pensar qualquer outra coisa além disso. O modo como a autora o desenha, com uma expressão de gente soberba ajuda a criar em nós um asco para com ele, asco esse que a própria Sayo termina por sentir, no entanto…

A sinopse oficial do mangá e o título da obra já revela bem o que é a história e como ela se desenvolve, não havendo nada que seja spoiler de fato. Sayo e Kiriyama vão para a cama e isso passa a se repetir constantemente, “como se fosse um jogo”. A história se chamar “Game” é por tal motivo, tudo é visto como uma brincadeira ou uma competição. Quem sentir ciúme em um determinado momento perderá; se um gritar de prazer também e assim por diante. Os dois não têm um compromisso e decidiram de comum acordo que só namorariam de fato se os dois se apaixonassem um pelo outro. Enquanto isso se divertem transando.

A frase não é o que parece…

E assim é a história. Vemos a relação dos dois, com eles indo para a cama aqui, depois indo para a cama ali e assim por diante. Mas é difícil sentir empatia por eles, de modo que as páginas vão passando e passando e a gente chega ao final sem vontade de querer continuar a comprar o mangá. Kiriyama, embora tenha um ou outro momento de gentileza, é um personagem que não dá para se afeiçoar, parecendo apenas alguém totalmente dissimulado e que faz as mulheres sofrerem e os outros personagens da obra conseguem perceber essa aura também. Eu não sei como se desenvolverá os próximos volumes, não sei o que será apresentado sobre ele (como será seu passado?), mas esse volume inicial apresentou uma história que, repetimos, não nos despertou curiosidade de continuar.

Sayo já é uma personagem melhor, tem características mais definidas, podemos ver os sentimentos delas, e suas preocupações e inseguranças são claras. Podemos entender sua vida e nos afeiçoar a ela. Ainda assim o relacionamento da moça com Kiriyama é pouco aprazível e, dizemos pela terceira vez, não nos instiga a continuar. A gente não quer ver ela se apaixonar por ele, a gente não quer ver se ele realmente um dia vai gostar dela. Se os dois estão, de verdade, apenas em um “jogo” e é apenas uma relação carnal, beleza, tudo certo, mas se a obra progredir para o romance esperado…

Em suma, a história não conseguiu nos fazer entrar na vibe dos personagens e está bem claro quem é o culpado disso…

  • A edição nacional

A edição brasileira de Game – Jogo Proibido veio no formato 13,7 x 20 cm, com miolo em papel offwhite, o novo padrão da editora, ao preço de R$ 22,90. Não há nada a reclamar da edição, a encadernação é boa, permitindo a leitura fluída e o papel utilizado é bem agradável para a leitura.

Quanto ao texto, gostei bastante da adaptação da editora, com uma leitura bastante fluída não apresentando qualquer gargalo linguístico (nenhuma frase truncada, nenhum honorífico japonês, etc). Também não notei erros de revisão, então o trabalho da Panini nesse mangás foi muito bom, a nosso ver.

  • Conclusão

Em geral, eu consigo ver bem que tipo de público pode gostar de uma dada obra, mesmo aqueles que não me apetecem muito, mas Game – Jogo Proibido é um título que eu não consigo enxergar quem são as pessoas que podem gostar desse mangá.

Kiriyama é um caso raro de personagem que faz a trama ficar desinteressante para mim (coisa que deve ter acontecido antes, mas eu não me lembro no momento de nenhuma obra que um personagem estragou a experiência da leitura) e eu não consigo imaginar quem possa vir a gostar dele. Também não consigo ver quem possa gostar do mangá desconsiderando esse personagem, já que ele faz parte do núcleo principal. Então, eu peço desculpas, mas com base na leitura apenas desse primeiro volume eu não posso recomendar esse mangá para ninguém.

É claro que os volumes posteriores podem melhorar o personagem, apresentar o passado dele e fazer com que o relacionamento do rapaz com a Sayo seja algo mais apetecível, mas por esse primeiro volume a gente não recomenda o mangá de jeito nenhum. Fiquem longe disso…

  • Ficha Técnica

Título Original: GAME~スーツの隙間~
Título NacionalGame – Jogo Proibido
Autor: Mai Nishikata
Tradutor: Karen Kazumi Hayashida
Editora: Panini
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel Off White
Acabamento: Capa cartonada simples
Classificação indicativa: 18 anos
Número de volumes no Japão: 4 (ainda em publicação)
Número de volumes lançados: 1 (ainda em publicação)
Preço: R$ 22,90
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7 comentários

  1. Também não senti muita simpatia pelo protagonista, e espero que a história se desenrole o mais rápido. Não curto muito esses joguinhos..

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  2. Queria entender pq o pessoal reclama tanto dos honorífico Japoneses…
    Se é algo que faz parte da cultura deles, claro que vai ter isso nos mangás. Nada mais justo e correto a editora manter isso.

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    1. Essa história de que é a “cultura” deles não se sustenta enquanto argumento, porque se a gente for levar em consideração “ser da cultura japonesa”, nenhum mangá será traduzido mais. As editoras vão pegar os volumes japoneses e lançá-lo em japonês mesmo. Rsrsrsrsrsrs

      Deixa eu explicar (de forma bastante resumida) para você entender. O que você não tem levado em consideração ao pensar dessa forma é que o idioma de um povo faz parte da sua cultura (é algo meio que indissociável). Acontece que a língua não surge do nada, ela é resultado de uma construção história e social (histórica por ser construída ao longo do tempo e social porque ela se modifica na interação entre as pessoas), sendo portanto algo que não dá para ser à parte da cultura. Assim, TODA A LÍNGUA JAPONESA FAZ PARTE DA CULTURA JAPONESA. Os honoríficos fazem parte da cultura japonesa porque fazem parte da língua japonesa e de toda a evolução histórica e social do idioma nipônico, juntamente com a evolução da sociedade. Pessoas falam, pessoas interagem, a língua se modifica e também cria padrões.

      Então, se a língua faz parte da cultura porque apenas uma parte dessa língua (os honoríficos) devem ser mantidos em uma tradução? Uma coisa é você manter uma palavra que seja intraduzível (uma comida típica japonesa, por exemplo) outra bem diferente é manter algo que pode ser adaptado facilmente. Honoríficos são adaptáveis, é possível localizar subjetivamente, então não existe razão lógica para não adaptar.

      Se você gosta de honoríficos nos mangás, beleza, cada um tem seu gosto e preferência. MAS, POR FAVOR, NUNCA MAIS use isso de que “faz parte da cultura deles” para defender a existência nos quadrinhos japoneses em português, pois a língua japonesa inteira faz parte da cultura deles. Ou seja, assim como ao longo dos anos o uso de honoríficos se tornou regra na sociedade japonesa, todo o restante do uso da língua e da interação social também se tornou, então é impossível se usar esse argumento de que “faz parte da cultura” para defender honoríficos. Em outras palavras, é um argumento que não tem lógica, é incoerente e não faz o menor sentido.

      Só repetindo para reforçar:

      Se os honoríficos fazem parte da cultura japonesa e por isso eles devem ser mantidos, por qual razão todo o restante da língua japonesa (da qual os honoríficos fazem parte) não devem ser mantido? Ou seja, se a gente tem que manter algo por ser cultural do povo nipônico, temos que manter tudo em japonês e não traduzir nada.

      De novo, nada de errado gostar de honoríficos, o que não dá é achar que se deve usar por ser algo cultural, sendo que honorífico é uma parte da língua japonesa e toda ela faz parte da cultura japonesa.

      —————-

      Agora, para você entender de verdade a falta de lógica que é o uso de honoríficos em português, recomendo esse texto da nossa redatora Roses. Ela explica bem que existem um monte de coisas na língua japonesa que são “tão ou mais importantes que os honoríficos” que são sumariamente ignoradas:

      https://blogbbm.com/2016/03/03/desmistificando-qual-o-problema-de-honorificos-e-girias-nos-mangas/

      —–

      E aqui uma pequena thread no Twitter do tradutor da NewPOP, o Thiago Nojiri sobre uma tradução ou não de um honorífico em um caso específico:

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  3. Mais uma vez, obrigado pela resenha. Lendo ela eu comecei a me lembrar de Kuzu no Honkai (aquele de traição mesmo) mas lá a história desenrola rápido, os personagens crescem rápido também o que torna uma leitura interessante. Mas nesse eu dei uma olhada em alguns capítulos pela internet, e nossa, sou incapaz de continuar, como foi dito não da pra forçar um casal no final da história com esses dois, fora que parece só uma história de sexo casual.

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  4. Puts, estava animada com o lançamento desde mangá, é tão difícil termos coisas diferentes que quando tem temos que aproveitar.
    Mas minha animação foi pras cucuias kkkkk
    Se os mangás custassem 10 reais talvez eu pegasse o primeiro volume, mas prefiro gastar com minhas coleções atrasadas mesmo :v

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  5. Vou pegar um exemplo, no mangá de Gen Pés Descalços, é muito citado algo do tipo Sr Nakaoka, Sra Nakaoaka (não só nesse como em muitos outros mangás) isso faz parte da cultura japonesa em chamar a pessoa pelo sobrenome, mas aqui no Brasil ninguém fala assim, então assim como os honoríficos na sua opinião quando mantidos é um erro, pq nós brasileiros não falamos isso, o Sr e Sra Nakaoaka seria um erro tbm só pq nós brasileiros não falamos dessa forma?
    Se tiram um então td tem que ser mudado e logo é mais fácil não trazer mais os mangás para o país. Na minha opinião erro é o “Ficcção” com três c da Jbc, ou qualquer adaptação bem tosca que com certeza não teria na obra original.Agora manter os honoríficos nunca foi um erro na minha opinião.
    Então mangás como Naruto, Bleach, Gantz, Homunculus e etc tds foram mal editados e adaptados para o nosso país e enganou aqueles que os leram, mesmo quem sabia o significado (panini sempre colocou nos seus mangás isso nos glossários).

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    1. Ah, não, cara, para de distorcer as coisas. A gente tentou explicar direitinho e mesmo assim você não entendeu? O seu texto fica claro que você não conseguiu compreender o que falamos. EM NENHUM MOMENTO eu disse que deixar honoríficos era um “erro”. Pode olhar. Não tem. Você interpretou errado tudo o que eu disse e escreveu um monte de coisas baseado em algo que eu não falei em momento nenhum. Não tem nem sentido eu tentar responder o que você falou porque você partiu de coisas que eu não disse e argumentou baseado em algo que você mesmo criou e que nunca foi falado aqui.

      Se você achou que a gente disse que é errado manter honoríficos significa que você tem uma ideia completamente equivocada sobre tradução (Na verdade, tudo o que você falou mostrou exatamente isso). Então, entenda o seguinte: deixar honoríficos não é respeitar o original, não é respeitar a cultura japonesa, e etc. Deixar honoríficos é apenas uma ADAPTAÇÃO (sim, é uma adaptação, ou por acaso se usa -san, -kun em língua portuguesa fora de mangás e alguns animes?), adaptação esta para agradar o público otaku que gosta de japonesices nos mangás, mas uma adaptação. TODAS AS ADAPTAÇÕES são questão de escolha, de tomadas de decisões. Algumas agradam, outras desagradam, mas nenhuma delas é erro. Erro é, por exemplo, a Panini escrever 95000 pessoas estavam logadas em SAO quando o correto é 9500. Isso é um erro de tradução, bem visível e que todos os fãs conseguiram identificar. O resto são escolhas de adaptação, no qual se insere deixar ou não deixar honoríficos. Se é uma adaptação não tem como eu ter dito em momento algum que é um erro. Mas você não sabia que deixar honoríficos nos mangás era uma adaptação e também não sabia que adaptação não era um erro, né?

      ——-
      O que eu falei e é importante que você compreenda, é que as suas falas, o seu modo de pensar, é totalmente equivocado, pois não se sustenta na realidade. Dizer que tem que manter honorífico porque é questão cultural dos japoneses, ignora totalmente a cultura, a língua e a sociedade japonesa, pois você pega apenas um recortezinho pequeno e acha que tem manter aquele recorte porque aquilo faz parte da cultura e deve ser mantido, sendo que esse recorte (os honoríficos) estão inseridos em algo maior que é a língua japonesa e tudo é traduzido. Porque apenas aquele recorte faz parte da cultura japonesa? As diversas maneiras de dizer “eu” também fazem parte da cultura japonesa, são importantes para o entendimento da história, mas ninguém acharia correto deixar um “boku” ou um “anata” no meio do texto. Porque com honoríficos seria diferente? É mais cultural o uso de honoríficos do que o uso da palavra “eu”? Não, né. Tá tudo no mesmo patamar: a língua que, por sua vez, é usada para a interação entre as pessoas dentro da sociedade.

      O que me chamou a atenção (e que eu ri bastante, confesso) é que você tentou fazer uma coisa que não é 8 ou 80, tentar ser 8 ou 80. Rsrsrsrs Ali, quando falamos da tal da “cultura japonesa”, os honoríficos e os “eu” são tudo a mesma coisa, mas o seu modo de pensar tendia a parecer que os honoríficos tinham algo a mais, a ponto de ser mantido em uma tradução para outro idioma. Era um caso bastante claro de que você não tinha percebido (e, apesar de a gente ter repetido mais vezes agora, talvez ainda não tenha percebido) de que estava endeusando uma pequena parte de algo maior.

      Isso não se aplica no caso de adaptação. Adaptação não é 8 ou 80 e ela pode ser variável a depender da obra ou mesmo dentro de uma mesma obra. De fato, não é comum em português o uso de sr + sobrenome, mas é português e acontece. Existem livros e mais livros em que isso é comum. Então é mais factível e mais agradável do que qualquer honorífico. Mas não deixemos de lado essa questão, porque adaptação é uma questão de escolha e existem boas escolhas e más escolhas, algumas adaptações ficam travadas, outras ficam naturais. A Panini em Yuuna e a Pensão Assombrada, várias vezes usou uma adaptação travada, sempre chamado um dado personagem de Senhor sei lá o que, senhor sei lá o que lá, para personagens que conviviam o tempo todo. A mesma Panini em Game fez totalmente diferente e a leitura ficou bastante fluída, ficando muito bem adaptado ao nosso idioma. É uma leitura que qualquer um poderia pegar e ler sem qualquer estranhamento.

      —–
      Por fim, reiteramos, se você acha que é importante que se deixe honoríficos nos mangás, beleza. Tudo certo, nada contra a sua opinião. Gosto é gosto, não se discute. O que é errado é você pensar que isso “faz parte da cultura deles” e que “nada mais justo a editora manter” porque, como explicamos um monte de vezes, você está se atentando a apenas um recorte bem pequeno da cultura japonesa, esquecendo todo o resto do idioma. Ou seja se é justo a editora manter honorífico, seria justo ela manter o máximo possível de japonês, tudo talvez. E isso, obviamente, não faz sentido.

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