Sucessos da JBC e detalhes da negociação de “Nausicaä”

Diretor de Marketing da empresa comentou algumas informações em um podcast

Na noite da última sexta-feira, 20 de março de 2020, durante o podcast Nerdebate na Twitch, o gerente de marketing e comunicação da editora JBC, Edi Carlos Rodrigues, fez algumas revelações sobre o contrato de Nausicaä do Vale do Vento, mangá recentemente anunciado pela empresa, dentre diversas outras informações. Reunimos para vocês as falas que consideramos mais importantes!


NAUSICAÄ DO VALE DO VENTO


Assim como comentado na live do anúncio do título, Edi Carlos novamente falou da dificuldade que foi convencer o Ghibli a negociar novamente o mangá para o Brasil e disse que as exigências para o título são gigantescas, tanto quanto foram com Akira. Ele contou que os funcionários da editora iam todo o ano bater na porta dos japoneses para tentar abrir diálogo, mas havia certa resistência e em um desses anos eles sequer foram recebidos pelo Studio. Com o tempo, porém, aceitaram conversar e as coisas avançaram nos últimos três anos.

Segundo Edi Carlos, ele teve que fazer um grande plano de marketing envolvendo não só Nausicaä mas também outras obras impressas do Ghibli. O gerente então comentou que o Studio disse que para o plano aconteça e se concretize primeiro a JBC terá que o lançar o Nausicaä. Demorou cerca de um ano entre o aceite da proposta e a assinatura do contrato, que ocorreu apenas alguns dias antes do anúncio pela empresa.

Perguntado sobre o formato do mangá, ele disse que a edição brasileira será mesmo em sete volumes e o formato será igual ao original japonês. Ao menos, essa é a ideia original e por ora. Edi Carlos também foi indagado sobre a versão americana mais conhecida (o box de luxo em dois volumes) e ele comentou que uma edição dessas seria apenas em um relançamento (nos EUA a obra saiu em sete volumes no ano de 2004) e como no Brasil a obra não saiu por inteiro, o ideal será lançar os sete tomos.

Por fim, ele também respondeu acerca de preço, dizendo que não tem ideia do quanto pode custar por causa de tudo o que tem acontecido no mercado e no mundo (coronavírus, disparada do dólar e do preço do papel, etc). Edi Carlos disse brincando que o preço do papel tem subido tanto quanto na época da hiperinflação (que existiu no país até 1994). Recentemente o reajuste foi de 12%.


SUCESSOS ATUAIS DA JBC


Sem falar números, Edi Carlos citou alguns mangás que estão sendo sucesso de vendas há alguns anos pela empresa. Primeiramente, ele citou Akira, Battle Angel Alita e Alita Last Order e The Seven Deadly Sins. Correndo por fora está vindo Sakura,  que também tem vendido bem. Ele também citou que a expectativa por Sailor Moon Eternal Edition é também alta.

Depois disso, Edi Carlos também comentou que, obviamente, Cavaleiros do Zodíaco (tanto o Kanzenban, quanto o Lost Canvas) estão vendendo bem e as obras do Inio Asano igualmente estão fazendo sucesso. O mesmo para The Ghost In The Shell.

–Em outras passagens do podcast, Edi Carlos falou do passado e disse que a primeira publicação de Love Hina vendeu mais do que Vídeo Girl Ai. Ele também falou que o mangá Cowboy Bebop foi um sucesso.


COMO SÃO FEITAS AS ESCOLHAS DOS TÍTULOS?


Segundo Edi Carlos, há diversas variáveis, entre elas as indicações do público e o que está saindo nos Estados Unidos ou em outros mercados como a Argentina. Há também indicações internas das pessoas que trabalham na editora.

Tudo é colocado na mesa e a empresa decide o que pedir aos japoneses. Edi Carlos também comentou que algumas editoras (Shueisha, Kadokawa, Shogakukan e Square Enix) possuem “janelas” de licenciamento e eles só podem pedir títulos em determinadas épocas do ano para elas.


PESA UMA OBRA SER CONTINUAÇÃO?


Se uma obra é uma continuação, é meio óbvio que a análise será feita em cima de números que eles já tem. Edi Carlos comentou que se continuam lançando é porque tá dando certo. Ele citou Cavaleiros do Zodíaco (que sempre tem uma obra saindo) e alguns autores como Ken Akamatsu (Love Hina, Negima!, e UQ Holder!) e a dupla Ohba e Obata (Death Note, Bakuman, Platinum End, etc).


ONE-SHOT DO DEATH NOTE IMPRESSO?


A editora tem planos, gostaria muito de lançar, mas no momento a Shueisha ainda não permite. Edi Carlos também comentou que a empresa queria lançar o one-shot digital simultaneamente, mas como era preciso licenciar e aprovar o título com a editora japonesa não foi possível fazer isso a tempo.

5 comentários

  1. One Shot impresso? Talvez como brinde no box da série completa, mas ainda acho desperdício de papel, pois esse One Shot é terrível, além de bobo tem um final Deus Ex Machina (Não que a série principal seja muito melhor…).

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