Mangá Aberto: “Neon Genesis Evangelion – Collector’s Edition”

Veja como está o mangá

Mangá Aberto é uma nova coluna de resenhas aqui do blog em que mostraremos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. O nome advém de um antigo blog em língua espanhola que fazia exatamente isso^^.

A ideia é apresentar aos leitores exclusivos do blog o que já fazemos em nossas redes sociais, mostrar fotos do mangá acrescentando alguns detalhes sobre as obras e opiniões.

A postagem de hoje, a primeira dessa coluna, será sobre Neon Genesis Evangelion – Collector’s Edition, lançado em dezembro de 2022 pela editora JBC.


DETALHES SOBRE A OBRA


Neon Genesis Evangelion é uma obra amplamente conhecida no meio otaku, mas é possível que nem todos saibam o básico sobre ela. Inicialmente, Evangelion nasceu como um anime produzido por Hideaki Anno e que foi ao ar entre outubro de 1995 e março de 1996, sendo concluído em um total de 26 episódios. Como é comum no mercado japonês para algumas produções audiovisuais, antes do lançamento do anime, começou a ser publicado no Japão um mangá, este pelas mãos de Yoshiyuki Sadamoto. A obra também teve diversos filmes ao longo do tempo.

O mangá (que é a parte que nos interessa) se estendeu por longos anos no Japão, sendo concluído apenas em 2014, em um total de 14 volumes. Entre janeiro e abril de 2021, o título ganhou uma republicação no Japão compilando os 14 números originais em apenas 7. Esse lançamento foi chamado de Neon Genesis Evangelion Collector’s Edition. É dessa edição que falaremos nesta postagem.

Essa não é a primeira publicação brasileira da obra. Evangelion começou a sair em novembro de 2001 pela editora Conrad, em uma versão que dividia os volumes originais em dois no Brasil. Essa publicação se estendeu até abril de 2007, quando foi lançado o volume 20, encostando a publicação japonesa, então no volume 10. A Conrad jamais voltou a lançar um volume novo dessa série. Anos antes, porém, a editora havia iniciado uma segunda publicação da obra, dessa vez respeitando o número de volumes originais, porém ela acabou descontinuada após um mísero volume ser lançado.

Anos mais tarde, a editora JBC adquiriu a licença e retomou a primeira publicação da Conrad, lançando os 8 volumes finais entre setembro de 2010 e dezembro de 2014. A empresa ainda publicou a obra mais uma vez, seguindo o número de volumes originais, em uma edição bastante criticada pelas bordas nas capas. Essa versão, porém, teve a benesse de o volume final ser lançado no mesmo dia em que saiu no Japão. Agora a obra retorna mais uma vez, a quarta publicação brasileira, dessa seguindo a versão em 7 volumes, a Collector’s Edition.


FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA


Sobre a edição brasileira de Neon Genesis Evangelion Collector’s Edition, ela veio no formato 15 x 21 cm. Esse é o mesmo tamanho de mangás como Diário dos Gatos Yon & Mu, Cavaleiros do Zodíaco – Episódio G (Nova Edição), Jovens Sagrados, A Princesa e o Cavaleiro (Nova Edição), Buda (Nova Edição), dentre outros.

Ou seja, ele é um pouco maior do que os mangás em formato padrão da JBC e da Panini. De curiosidade, vale dizer, que esse é o tamanho que as edições definitivas japonesas costumam ter. O Eva japonês, inclusive, é basicamente desse mesmo tamanho (14,8 x 21 cm).

O acabamento do mangá é em capa cartão com orelhas. Havia a expectativa de que fosse capa cartão com sobrecapa, como no original, mas devido ao grande aumento de preço e escassez do papel couchê (usualmente o papel das sobrecapas) a JBC optou por mudar o projeto original para que o mangá não custasse tanto e não houvesse tanta demora na publicação de um volume para outro.

O papel usado no miolo do mangá é o papel offset 90g. Ele é usado tanto nas páginas em preto e branco, quanto nas páginas coloridas. O offset 90g, para quem não conhece, é aquele papel “branco” e mais grosso, usado em mangás como Shaman King (Nova Edição), Banana Fish, Sem Sorte Para Amar, dentre outros.

O primeiro volume possui 336 páginas no total, das quais 20 delas são coloridas.


CAPA, QUARTA-CAPA, LOMBADA E ORELHAS


A capa da edição brasileira segue a mesma ilustração da edição japonesa, com o protagonista Shinji Ikari em destaque. Ela possui verniz localizado na ilustração, no título, nome do autor e logo da editora, além das “faixas” em azul claro.

O verniz, para quem não sabe, é um detalhe que deixa essas partes em destaque quanto tocamos e dá um leve brilho quando movimentado contra a luz.

Acho a capa muito bonita com esses detalhes e não vejo nenhum demérito nela.


A quarta-capa (esse é o nome que chamamos a parte de trás do mangá) possui verniz no título, no número e no logo da editora.

De demérito para a quarta-capa fica o fato de que é muito vazia, não tendo a sinopse do mangá. Por mais que a obra seja muito conhecida, sempre existem pessoas que não sabem de sua existência e uma sinopse é algo que as fariam descobrir a história sem maiores problemas, ao comprar em uma loja física. De certo, a falta de sinopse não foi por falta de espaço, então pode ter sido alguma questão estética da própria editora ou imposição japonesa, mas isso é mera especulação de minha parte.

A lombada, por seu turno, é bem simples, mas também há detalhes em verniz localizado nas letras, números e no logo da editora. Já as orelhas, por fim, também possuem efeito em verniz localizado.

Sobre esse acabamento, eu sou da turma que prefere sobrecapas (porque no original é assim, então, para mim, todos os mangás tinham que ser nesse mesmo molde), mas achei a versão bem de boa e dá um ar de “livro” para o mangá.


OUTROS TÓPICOS


De modo geral, eu não gosto muito do papel offset para mangás. No passado, eu era um grande entusiasta, achava que tudo deveria sair com ele, mas isso passou e hoje eu prefiro papeis com coloração creme, mais boa para vista e para a apreciação do mangá. Não discordo do seu uso, porém. O problema é que para um mangá com um preço tão alto (custa R$ 74,90) o ideal seria um papel um pouco melhor, como o pólen bold 90g, para ficar mais com aspecto de “premium”.

Já a encadernação eu achei excelente, é bastante “livre”, permitindo ler e folhear o volume sem qualquer empecilho. Acerca do texto, também não encontrei erros de revisão e nem nada que me incomodasse nele. Existiu uma palavra, porém, que eu desconhecia e que eu achei que se tratasse de um erro, mas era apenas um verbete informal que poderia ser aprendido facilmente pelo contexto da frase, então tudo certo.


E UMA CONCLUSÃO


Como um todo, eu acho a edição ok. Tem coisinhas que me desagradam aqui e ali, mas no todo é uma edição bonita e que vale a pena colecionar. O problema maior é realmente o seu preço. Para o mercado atual, uma edição dois em um, com capa com orelhas, verniz localizado e várias páginas coloridas, R$ 74,90 é um preço dentro da média, não há o que se questionar a esse respeito.

MAS para o consumidor que viu os preços subirem em demasia nos últimos quatro anos, ao mesmo passo que o salário estagnou, não há como olhar para a edição e não ter a percepção que o valor está muito alto para a grande maioria do público, o que desanima de montão. Aí a aquisição fica ao critério da importância.

Se você não conhece Evangelion ainda o melhor é primeiro dar uma chance a outras mídias (tem o anime original, tem os filmes) para então decidir se vale a pena ou não tentar colecionar o mangá, visto que o preço é impeditivo. Para quem é muito fã e a obra é uma das mais importantes, eu recomendo a edição da JBC, independente do preço, pois é algo que vai valer a pena ter na estante.

De minha parte, eu acho a história muito boa e que te prende a cada detalhe mesmo você já conhecendo tudo. E eu prefiro muito mais o mangá do que o anime. Então, esse é um título que eu tentarei dar um jeito de colecionar, mesmo que seja apenas em promoções…


Ficha Técnica


Título Original: 【愛蔵版】新世紀エヴァンゲリオン
TítuloNeon Genesis Evangelion Collector’s Edition
Autor
: Yoshiyuki Sadamoto
Tradutor: Luis Libaneo
Editora: JBC
Número de volumes no Japão: 7 (completo)
Número de volumes no Brasil: 1 (ainda em publicação)
Dimensões: 15 x 21 cm
Miolo: Papel offset
Acabamento: Capa cartão com orelhas
Páginas: 336 (sendo 20 coloridas)
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 74,90
Onde comprarAmazon

Sinopse: Uma trama complexa, que aborda temas profundos como a psique humana, seus conflitos internos e relacionamentos. Shinji Ikari, um jovem de 14 anos carente de afeto e desprovido de amor próprio, de repente, é chamado por seu pai – com quem nunca teve contato – a comparecer à NERV para pilotar bio-robôs de combate, gigantes – os EVAS – e assim salvar o mundo de misteriosos seres denominados “Anjos”, os quais ninguém sabe ao certo se são enviads de Deus para castigar a humanidade ou alienígenas invasores. Apesar de contrariado, ele se torna piloto do Evangelion – uma arma de combate humanoide. A luta contra os “Anjos”, inimigos desconhecidos, causa medo e tensão, mas, ao mesmo tempo, desperta algo nele que o faz se abrir para as relações humanas à sua volta. Contudo, quando lê algumas anotações de sua supervisora Misato a seu respeito, Shinji se fecha novamente em sua carcaça e acaba fugindo da NERV.


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4 Comments

  • Bruno

    Achei legal demais o trabalho de review que fizeram. Tomara que essa nova coluna esteja presente daqui pra frente no blog. Acho muito bacana saber dos detalhes de acabamento e produção de um mangá físico.
    Parabéns BBM!

  • Sasuke+ペ+ン+ド+ラ+ゴ+ン

    Gostei da nova coluna ^^… Já vi o Review dessa edição de Eva, uma edição de Luxo q não se parece com Luxo! Sei q o papel couchê está caro, mas particularmente acho essa desculpa forçada, e repito estamos falando de Evangelion… Um clássico, q merece total atenção na sua versão “colecionador”, queria colecionar… mas vou deixar pra lá! Tirando isso parabéns pelo Review de vcs

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