Mangá Aberto: “Gannibal: Vila de Canibais”

Veja como está o mangá

Mangá Aberto é uma coluna de resenhas em que mostramos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. Nela apresentamos fotos dos mangás, acrescentando alguns detalhes e opiniões.

A postagem de hoje será sobre a edição brasileira de Gannibal: Vila de Canibais, mangá publicado no Brasil em janeiro de 2024 pela editora MPEG.


PEQUENAS INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA


Gannibal: Vila de Canibais é um mangá de autoria de Masaaki Ninomiya e foi publicado no Japão entre 2018 e 2021 na revista Manga Goraku, da editora Nihon Bugeisha, tendo seus capítulos compilados em um total de 13 volumes. No fim de 2022, a obra ganhou uma adaptação em live action, disponível no Brasil no Star + com o nome de Canibal.

No Brasil, o mangá foi anunciado pela editora MPEG no dia 8 de janeiro de 2023 e tinha previsão de ser lançado em maio do mesmo ano. Após adiamentos e adiamentos, o primeiro volume enfim saiu em janeiro de 2024.


FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA


A edição brasileira de Gannibal veio no formato 13,7 x 20 cm (mesmo tamanho de Gash Bell!!, Alter Ego e da maioria dos títulos da Panini) com miolo em papel offset 90g e capa cartonada com sobrecapa. O primeiro volume teve 216 páginas, todas em preto e branco.


SOBRECAPA


A sobrecapa da edição brasileira segue a mesma ilustração da versão original japonesa, mudando, obviamente, o texto e os elementos da capa (logo da editora, nome do mangá, etc).

capa japonesa

A parte de trás possui uma outra ilustração (mostrando o protagonista e sua família), bem como a sinopse e o código de barras. A lombada, por sua vez, é bem vistosa, com um bom esquema de cores que dão um destaque a ela.

Agora falando do acabamento, se trata de uma sobrecapa comum em um bom material, mas é uma sobrecapa básica, não existindo detalhes adicionais (não tem verniz localizado, hot stamping, nem nada mais).


CAPA


Se a sobrecapa é bem comum e simples, a capa cartão (que fica em baixo da sobrecapa) se destaca.

O material parece ser o mesmo de outros mangás, mas o estilo é bem único, em uma cor meio prata brilhosa que dá um enorme charme ao produto. Por foto não é possível ver, mas em mãos a capa é belíssima.


CAPAS INTERNAS E PRIMEIRAS PÁGINAS


As capas internas são ambas de cor branca sem nada ali. Após a capa interna da frente, temos a folha de rosto em que (além do habitual nome do mangá, autor, editora e número do volume) temos um aviso de conteúdo, de que há elementos no mangá que podem gerar gatilhos emocionais.

Após isso, temos o índice do mangá e em seguida a primeira página da história em quadrinhos. Vale citar que na página onde está índice também tem o nome de algumas pessoas responsáveis pelo volume. Isso é algo que já foi visto em Gash Bell!!, por exemplo, mas estou chamando a atenção, pois é algo comum nos mangás da Panini e é interessante ver que algumas boas práticas foram imitadas.

Após a capa interna de trás temos o expediente do mangá e as informações de copyright, ficha catalográfica, gráfica onde foi impresso, dentre outras coisas, além da importante informação de que o mangá segue o sentido de leitura japonês. Após isso temos uma ilustração de página dupla já sendo o final do mangá.


PAPEL DO MIOLO


O papel utilizado no miolo é o offset 90g. É o mesmo papel branco usado nas outras publicações da empresa (Alter Ego e Gash Bell!!). Para quem nunca comprou um quadrinho da editora é também o mesmo usado em Shaman King, Neon Genesis Evangelion Collector’s Edition, One Piece 3 em 1 e One-Punch Man, dentre outros.

Embora eu prefira papeis de cores creme, é um bom papel e não vi nenhuma transparência nas páginas. E como não é um mangá “big” ele não pesa tanto, então é possível carregá-lo e lê-lo confortavelmente.


ACABAMENTO GERAL


Gannibal: Vila de Canibais tem uma boa capa cartão (com um lindo detalhe prateado), sobrecapa e miolo em papel offset, sem transparência. Fora o que já mencionamos ele também tem uma boa encadernação, não tendo nenhum problema para ler e folhear.

Assim, o acabamento geral é muito bom, principalmente considerando que ele faz parte da linha dos mangás mais básicos, de preço mais acessível.


DETALHES EDITORIAIS


Os nomes presentes no corpo editorial da MPEG são, em sua maioria, conhecidos no meio de mangás. Arnaldo Oka foi o responsável pela tradução de Gannibal e ele tem longa experiência nesse mercado, com muitos mangás traduzidos, principalmente para a JBC e a Devir. Diógenes Diogo (que é o gerente editorial da MPEG) foi o responsável pela capa e a edição do mangá e ele já trabalhou na Panini, Nova Sampa e atualmente também faz alguns trabalhos para a NewPOP.

Ivys Danillo fez a adaptação do texto de Gannibal e ele tem trabalhado em algumas publicações da NewPOP. Gabriela Kato, responsável pelas letras do mangá, se não for uma homônima, é editora assistente na Pipoca & Nanquim e também já trabalhou na Panini. Os que eu não conheço foram Mabel L. e Valdesson Santos que foram os responsáveis pela revisão.

Achei importante citar isso, pois diferente de outras empresas que começaram a publicar mangás recentemente, a MPEG é uma empresa nova de verdade, sem publicações anteriores, então é importante saber que pessoas muito conhecidas foram angariadas para atuar em suas primeiras publicações.

***

Dito isso, achei a tradução e adaptação muito boas. O texto é coeso e coerente, sendo bastante fluído e sem gargalos linguísticos. Ele segue o bom padrão da JBC, Devir, Pipoca & Nanquim e outras editoras ao deixar termos em japonês apenas o estritamente necessário (e colocando notas quando for preciso), não tendo honoríficos e nem nada do tipo.

Também não notei nenhum erro de revisão. Isso é um ponto importante, pois em Alter Ego e no primeiro volume de Gash Bell!! a gente viu alguns deslizes bem gritantes e é bom ver que agora houve uma melhora (e a gente espera que continue assim nos próximos volumes).

Agora falando das onomatopeias, a MPEG segue o mesmo padrão da maioria das editoras brasileiras, mantendo a original em japonês e colocando uma legendinha discreta ao lado. É no mesmo estilo da Panini, então se você está acostumado com os mangás da principal empresa brasileira não estranhará o da MPEG.


A HISTÓRIA E CONCLUSÃO


Em Gannibal: Vila de Canibais nós conhecemos Daigo um policial que se mudou com sua esposa e sua filha para uma pequena vila no interior. O posto havia ficado vago após o policial anterior se endividar com jogos e sumir, entretanto, ao que parece, a relação dele com os moradores não era dos melhores e a história de seu sumiço pode ter algo por trás…

Os primeiros dias de Daigo na vila foram pacíficos, sem casos graves, até que, de repente, um corpo foi encontrado. A partir daí coisas estranhas aconteceram e Daigo foi percebendo, pouco a pouco, que os moradores do lugar não eram nada convencionais e haviam segredos escondidos, segredos que podiam ter relação com antropofagia…

***

Gannibal é um daqueles mangás de suspense pesado. Calcado em um mistério e uma investigação, a obra passa a todo o momento a mensagem de que as coisas estão (ou são) estranhas e o medo paira no ar, de que algo está acontecendo ou vai acontecer a qualquer instante.

Só a ideia de existirem pessoas antropofágicas no local já coloca todo um clima sufocante, como se o protagonista não devesse estar ali (que ele tivesse que fugir o mais rápido possível) e os acontecimentos que vão se sucedendo um a um só confirmam essa impressão.

O final do volume acaba em um gancho daqueles (o capítulo final inteiro, na verdade) deixando o clima que já era abafado, todo sem ar, mostrando que do volume #02 em diante as coisas tendem  a ficar muito piores…

***

O primeiro volume mostrou-se um mangá muito bom, mas sem dúvida não é um mangá para todo mundo. Algumas cenas e passagens deixam um pouco de embrulho no estomago, então não é algo recomendado para quem não consegue ver mutilações e outros tipos de violência gráfica.

De minha parte, apesar de ter gostado do mangá, eu não me vejo continuando a comprar, pois o clima da obra é tão intenso que tende a me deixar cansado mentalmente. Mas se você não é como eu e não tem problemas com violência gráfica, Gannibal é um manga imperdível.


Ficha Técnica


Título Original: ガンニバル
Título: Gannibal: Vila de Canibais
Autor
: Masaaki Ninomiya
Tradutor: Arnaldo Oka
Editora: MPEG
Número de volumes no Japão: 13 (completo)
Número de volumes no Brasil: 1 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offset
Acabamento: Capa cartão com sobrecapa
Páginas: 216
Classificação indicativa: 18 anos
Preço: R$ 37,90
Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Os moradores desse vilarejo devoram pessoas”. O policial Daigo Agawa é transferido para uma delegacia em um pequeno vilarejo no meio das montanhas, chamado “Vila Kuge”. Os habitantes locais recepcionam o policial e sua família com muita gentileza, porém, quando uma velha senhora é encontrada morta, Daigo começa a reparar nas estranhezas que rondam o local. Aos poucos, uma suspeita começa a crescer em sua mente… Mais incidentes ocorrem em sequência, e uma aura de isolamento ronda o vilarejo. Uma história chocante e um suspense sufocante traz à tona um senso iminente de urgência e pânico!


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2 Comments

  • Anônimo

    Me interessei bastante por esse manga, curto uma boa história de terror e mistério, além de adorar “””zumbis”””. Mas como o dinheiro está curto estou em duvida se começo essa coleção ou se começo kamen rider kuuga, que sei que já faz um tempo que começou aqui no Brasil, mas terminei finalmente de assistir kuuga e agito recentemente (ultimos riders que me faltavam para assistir do começo dos anos 2000, minha época favorita de riders) e fiquei bem no hype deles.

    Alguem já leu kamen rider kuuga e sabe dizer se vale a pena? Tentei ler o manga dos goranger… digamos que não era para mim, então fiquei um pouco com o pé atrás com os mangas dos riders tambem. Como kuuga e gannibal parecem ser meio terror/mistério estou pensando em só pegar um deles por hora, e quem sabe no futuro pegue o outro.

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