Toriko e outros mangás têm alteração de preço e periodicidade

A editora Panini divulgou hoje, por meio de suas redes sociais, uma brusca alteração de preço e/ou periodicidade em alguns de seus títulos, entre eles Toriko e Ninja Slayer. Vejamos em detalhes:

Periodicidade e distribuição:

Toriko, Ninja Slayer e Triage X passaram a ser quadrimestrais (publicados a cada 4 meses). Todos eles voltam a ser publicados em abril, mas deixam de ser enviados para as bancas de revistas e passam a ser lançados apenas em livrarias e lojas especializadas. O motivo disso é bem claro para qualquer um que sabe interpretar as palavras da editora, os títulos vendiam mal e precisam ser lançados mais espaçadamente e sem os grandes custos de distribuição em bancas, para não impactar demais nas finanças da empresa.

Yo-kai Watch também passa ser quadrimestral e o próximo volume será lançado em junho. Ele continua a ser lançado nas bancas de revistas.

Preço:

Os seguintes títulos sofrem um grande aumento de preço.

  • Triage X sobe para R$ 16,90.
  • Toriko sofre reajuste de preço de R$ 13,90 para R$ 18,90.
  • Ninja Slayer sofre reajuste de preço passando de R$ 13,90 para R$ 19,90.

O aumento desses títulos claramente também se deve às más vendas deles. Confiram o comunicado da editora na íntegra:

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49 Comments

  • Lucas

    Isso não é nem um pouco inteligente se as pessoas não compravam quando estava 13,90 por que elas iriam comprar por quase 20 reais e por que quadrimestral seria melhor colocar como mensal e acabar logo com o mangá completo agora vai demorar anos até chegar no final

  • gilberto.

    Maior polêmica no mundo dos mangás desde o papel manteiga da JBC. A Panini já segura o fracasso de Toriko há muito tempo, isso é nítido. Não tem jeito, galera, a Panini é uma empresa e ela visa lucro acima de tudo. Se um produto não dá certo, então o reformula ou o cancela, não há segredo. Corta o dedo necrosado para salvar a mão. Já imaginava que eles não cancelariam Toriko, pois a própria Shueisha não iria gostar de saber disso e essa decisão poderia pesar em contratos futuros. Fracassos fazem parte de qualquer empresa e podem ocorrer com todas. Para quem coleciona Toriko, comemore, pois poderia ser bem pior: não ter a coleção completa.

    • Urashima

      É exatamente o colega disse. A empresa tem um produto que não vende bem, que não gera retorno, logo ou ela tem achar algum jeito desse produto ao menos se pagar ou então deixar de trabalhar com o produto. Essa reação a decisão da Panini vai de encontro com um comentário no post do mangá do PN, na qual alguém disse o pessoal “pessoal passa a mão na cabecinha do PN”, referindo-se a fato de as algumas práticas duramente criticadas quando feitas pela Panini, são vistas de forma opostas quando feitas por outros. Um exemplo disso é a NewPop, que tomou uma decisão semelhante em relação ao título LoveLess, que não vende, e para não cancelarem passou a ter periodicidade semestral. Como a NewPop não trabalha com papel jornal (nem com revisores decentes), e nos últimos anos isso se tornou mais relevante que o trabalho editorial, fica imune a criticas (acabei de ver o post da matéria e não há comentários por lá). Diferente da Panini eles não aumentaram o preço, mas a síntese da questão é a mesma: Um produto que não vende e a empresa tenta diminuir a sangria.
      Lançar um produto no mercado, sempre estará atrelado ao risco do fracasso. Podem-se fazer estudos de viabilidade a fim de mitigar os riscos, mas eles não zeram, sempre haverá a possibilidade do fracasso.
      Ao menos por enquanto, a Panini manterá a publicação destes títulos, mostrando que eles estão tentando mudar. A única coisa me surpreende é a quantidade de títulos nessa situação.

    • Bruno dos Anjos

      Sim, a Panini é uma empresa e não uma ONG sem fins lucrativos, mas essa estratégia para não cancelar Toriko & CIA é uma cagada sem fim. Quando uma série tá dando prejuízo ou vai começar a dar depois de algum tempo, você não manda a periodicidade pra PQP e torna mais difícil ainda de ser comprado, você acelera pra concluir logo!
      Um exemplo é InuYasha (escrevi certo?) da JBC. Quando ficou claro que ia ser ruim pra editora manter essa meio-tanko de 112 volumes, o que a JBC fez? Simplesmente acelerou a periodicidade do mangá, tornando quinzenal (ou seja, era como se fosse um volume normal por mês), pra poder concluir logo! Já essa estratégia torna Toriko & CIA com ainda mais chances de serem cancelados, e eu acho que a Panini já tá queimada com a Shueisha (escrevi certo?[2]) por conta disso.
      Boa sorte ao Toriko, que vai ser esquecido ainda mais. Boa sorte a Yokai Watch, que é o primeiro meio-tanko quadrimestral da história. Boa sorte aos outros mangás que não foram citados. Boa sorte aos mangás que estão no Freezer da Panini até hoje, o que torna ela a empresa com mais cancelamentos, superando até a Conrad (!!!!). Boa sorte à própria Panini, que corre risco de cancelar mais séries (ou mandar pra geladeira) e perder popularidade, e consequentemente, MONEY!
      Enfim, boa sorte à geral

  • Quando vi a manchete pensei que Toriko fosse virar mensal. Mas pera… comprarei mesmo assim. [spoiler] O arco com os oito reis vs Neo é bom demais.

  • Urashima

    Pelo menos uma noticia boa de tudo isso, que é a Panini direcionando títulos somente para comic shops, algo que NewPop e JBC já fazem a alguns anos.

  • NaBoa

    Muita gente reclamando dos novos preços…mas pagar R$ 60,00 por um mangá de apenas 136 paginas é justo, né?

    • Eu já fiz orçamento em gráficas e é incrível como a tiragem muda drasticamente o preço unitário

    • Ai é forçar a barra brother. Analise os formatos de ambos e a tiragem (como o colega falou abaixo), não só o número de páginas.

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