Retrospectiva 2018 – Outras editoras

Sim, existem outras…

Além das três principais editoras (JBC, NewPOP e Panini), todos os anos algumas empresas esporadicamente lançam um ou outro mangá e em 2018 não foi diferente.

Neste ano, o grande destaque foi a Devir que começou a lançar mangás em 2017 e veio para 2018 tornando-se uma espécie de “quarta força”, participando até mesmo das mesas redondas das editoras de mangás nos eventos em São Paulo. Vejamos um pouco mais em detalhes sobre os títulos lançados:

  • Devir

A Devir investe no ramo dos clássicos, publicando títulos que usualmente não costumam vir por outras editoras. Nesse sentido, o seu selo Tsuru é inteiramente dedicado a publicações de autores consagrados e importantes para a cultura japonesa. Em 2018, a empresa publicou os seguintes títulos no selo: Tekkon Kinkreet, Nonnonba, Uzumaki e Marcha para a Morte, todos de apenas um volume cada e custando uma pequena fortuna.

Além da coleção Tsuru, a Devir ainda publicou quatro volumes de seu mangá The Ancient Magus Bride, o único título mais longuinho da editora e que ainda está em andamento no Japão. Para 2019, a editora anunciou o mangá A Distant Neighborhood, de Jiro Taniguchi.

Dos títulos da empresa, O homem que passeia, lançado em 2017, e Uzumaki já se encontram esgotados, além de um ou outro volume de The Ancient Magus Bride. Demais mangás ainda se encontram disponíveis e podem ser adquiridos na Amazon.

  • Pipoca & Nanquim

Em 2018, a novata editora Pipoca & Nanquim, formada por ex-funcionários da Panini, publicaram o seu primeiro mangá. O título escolhido foi Guardiões do Louvre, de Jiro Taniguchi. A obra é totalmente colorida e veio em um acabamento excepcional com miolo em papel couchê e capa dura. Guardiões do Louvre de cara tornou-se o mangá com as maiores dimensões já publicado no Brasil.

 

Para 2019, a Pipoca & Nanquim não tem nada anunciado. Por ser uma editora novata é difícil conseguir licenças de empresas japonesas, mas ela pretende no futuro, se tudo der certo, ter até mesmo um selo para a publicação de quadrinhos japoneses.

Entretanto, em um vídeo postado em seu canal no Youtube, a empresa disse que o sucesso de Guardiões do Louvre abriu portas para a editora que podemos esperar novidades. Se isso ocorrerá em 2019 ou não, teremos que aguardar. Guardiões do Louvre ainda pode ser adquirido na Amazon, tanto em versão impressa, quanto digital.

  • Veneta

A Veneta é uma empresa relativamente nova, fundada em 2012 pelo escritor e tradutor Rogério de Campos (que outrora trabalhou na Conrad), e somente agora em 2018 viemos a ter o primeiro mangá pela empresa, Ayako, de Osamu Tezuka, que de primeira se tornou o mangá mais caro já publicado no Brasil, custando mais de 100 reais. Falamos mais detidamente dele em outra postagem de retrospectiva.

Para 2019, não há nenhum mangá previsto pela editora Veneta até o presente momento, mas em uma live no Facebook, a editora chegou a comentar que tem planos de lançar mais mangás no futuro, mas ainda sem data certa, pois estão em processo de escolha e negociação.

  • Abril

A editora Abril começou o ano publicando uma nova edição do mangá Kingdom Hearts, chamada de Kingdom Heart – Coleção definitiva. A ideia da editora era republicar as quatro sagas do mangá em volumes de cerca de 400 páginas. Durou apenas 1 volume.

A editora Abril acabou perdendo o contrato que tinha há anos com a Disney e como Kingdom Hearts estava atrelado a ele, a empresa acabou ficando sem o mangá também. Hoje, a Abril está em recuperação judicial e não publica mais quadrinhos.

  • Novatec

A editora de livros técnicos Novatec publicou mais um mangá para estudos em 2018. O título da vez foi o Guia Mangá Microprocessadores.

A empresa ainda tem três títulos divulgados para a publicação nos próximos anos, Guia Mangá BateriasGuia Mangá Análise de regressão e Guia Mangá Imunologia. Atualmente, porém, apenas o primeiro e o terceiro título estão listado na aba próximos lançamentos no site da editora.

  • Grupo Editorial Record

O grupo editorial Record (que controla diversas editoras) não publicou nenhum mangá durante o ano, mas lançou – por meio da editora Verus – um produto relacionado à cultura pop japonesa, o livro Your Name., de autoria de Makoto Shinkai. O livro ainda se encontra disponível e pode ser adquirido na Amazon, tanto em versão impressa, quanto digital.

Para 2019, a editora Record já tem uma obra anunciada que levemente toca na cultura pop japonesa, o livro Alita: Anjo de Combate, uma novelização do filme americano, que estreará em fevereiro. O livro já se encontra em pré-venda na Amazon.

  • Darkside Books, Nova Sampa, L&PM e Alto Astral

Por fim, Darkside Books, Nova Sampa e L&PM não publicaram nenhum mangá em 2018. A Darkside Books chegou a anunciar que publicaria ainda durante o ano a obra The Girl From the Other Side, mas o ano terminou e ele acabou ficando para 2019.

A Nova Sampa, por sua vez, desapareceu o ano inteiro. Seus mangás antigos ainda aparecem vez ou outra em bancas de revistas, mas não parece que a editora queira retornar com as publicações no futuro. Já a L&PM continua com o seu título Not Simple anunciado e sem previsão de publicar. Será que um dia veremos ele sair?

Por fim, a Alto Astral parou de publicar mangás em janeiro de 2017. Em seu site já não há qualquer menção às obras publicadas pela editora. Até mesmo os volumes em formato digital, que estavam disponíveis no Social Comics, foram retirados de lá.


Retrospectiva é uma série de postagens que fazemos todos os anos para relembrar o que de melhor e pior aconteceu no mercado brasileiro de mangás, além de outras notícias relacionadas ou não ao nosso país. Para ver todas as postagens deste ano, clique aqui.

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3 comentários

  1. Espero q a Devir continue crescendo nesse mercado (até pensei q conseguiria um post separado, talvez o ano q vem kkk)

    Veneta e Pipoca & Nanquim acho q sempre vão trazer mangás diferentes/especiais de volumes únicos, já que as edições que eles fazem são bem trabalhadas…

    Darkside q foi a maior decepção, ela poderia trazer mangás, light novels ou novels de terror/suspense japoneses, já que normalmente filmes de terror japoneses tem uma boa reputação no meio e eles poderiam se aproveitar disso..

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  2. A Devir não fez nenhum tipo de pronunciamento em relação a reposição dos mangás já esgotados? Gostaria muito de adquirir Uzumaki.

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