Confira os detalhes do mangá “O Último Voo das Borboletas”

Obra já se encontra em pré-venda…

Na manhã desta quinta-feira, 29 de agosto de 2019, entrou no ar, no site da Amazon, a pré-venda do próximo mangá da editora Pipoca & Nanquim, o volume único O Último Voo das Borboletas, de Kan Takahama. Previsto para ser lançado no dia 30 de setembro, o mangá terá 172 páginas e virá no formato 15,5 x 22 cm, com miolo em papel Lux Cream e capa cartonada com sobrecapa. O preço será R$ 44,90.

Na pré-venda o mangá está saindo por R$ 30,90. Até o dia 1º de setembro, a Amazon ainda está fazendo frete grátis para qualquer valor. Clique aqui para comprar.

O Último Voo das Borboletas (Cho no Michiyuki) é de autoria de Kan Takahama e foi publicado no Japão durante o ano de 2014 pela editora Leed, sendo compilado em um volume no total.  Em 2016, a obra foi indicada para o 20º Tezuka Osamu Cultural Prize, mas acabou não ganhando. No ocidente já saiu nos quatro grandes mercados de mangás da Europa.

Sinopse: A premiada autora de mangás kan takahama nos traz um recorte singular de um momento turbulento do japão, quando se encerrava a era edo e se iniciava a era meiji, com as forças do xogunato recuando e as fronteiras do país começando a se abrir para negócios com nações estrangeiras. é nesse panorama de grandes mudanças que acompanhamos a história de kichou, uma tayu, prostituta de alta classe que se encontra no topo da hierarquia do bordel onde oferece seus serviços. Vivendo dia após dia como a profissional do ramo mais cobiçada de seu bairro, ela não vê problema algum em ter que atender clientes de qualquer nacionalidade. Até que sua vida se cruza com a de um homem que padece de uma grave doença — e a existência de ambos começa a tecer a mais secreta história de amor e morte. Uma trama com passagens ao mesmo tempo ásperas e cruéis, mas que também evoca uma beleza indelével, despertando um tipo de fascinação que só poderia ser causada pelo talento e sutileza de sua criadora. Mangá em volume único com acabamento luxuoso, com 172 páginas em papel lux cream de alta gramatura, sobrecapa com verniz de alto relevo, capa impressa em cor metalizada, marcador de páginas exclusivo, posfácio da autora e glossário explicativo da edição nacional.

9 Comments

  • Breno Leme

    Bom, vou pegar só num desconto mesmo, mas achei muito fora da curva esse preço de R$ 44,90, entendo que é de uma editora muito menor que uma panini e tals, sei da importância que eles tem no cenário nacional, mas achei muito fora esse preço, acho que se fosse que nem um acabamento de BEASTARS, é uma delicia de pegar aquele mangá na mão. Vou pegar só no desconto mesmo, ou como tudo é imprevisível rs (ainda falta o mangá da Veneta e Newpop que com certeza darei preferencia) só pegue esse ao final do ano naquelas feira de livro da USP aqui do lado.

    • Breno Leme

      Comi texto “R$ 44,90, mesmo sabendo que existe o desconto de pré-venda e entendo…”

    • Nem é. O Preço está bem dentro da média de publicações das editoras de mangás alternativas.

      Pense em “O Homem que Passeia”, da Devir. Tem 244 páginas e custa R$ 65,00. O acabamento de ambos é semelhante e a diferença de páginas é apenas 70. Se O Homem que Passeia tivesse a mesma quantidade de páginas, provavelmente custaria o mesmo preço de O Último Voo das Borboletas.

      O “A Menina do Outro Lado”, da Darkside, tem mais ou menos essa quantidade de páginas e custa R$ 54,90. A diferença de um e de outro é que o mangá da PN é com sobrecapa e lux cream, enquanto o da Darkside é capa dura e offset.

  • Lucas Costa

    Preço absurdo, assim como O Preço da Desonra. Pego só com promoção.

  • Misu

    R$45 em um mangá preto e branco de 172 páginas… a P&N está completamente fora da realidade… absurdo até se comprar às outras editoras… E eu que pensava que a Panini estava mercenária…
    “O Preço da Desonra” pelo menos tem 400 páginas… Se bem que o preço da edição digital desse da desonra é outro completo assalto. O formato que deveria baratear, eles enfiam a faca…

    • “P&N está completamente fora da realidade” [….] “E eu que pensava que a Panini estava mercenária…”

      Vocês não estão lendo as nossas postagens. Rs

      Entenda o seguinte: Se a PN lança um mangá de 176 páginas com as características apresentadas a R$ 44,90 a editora está fazendo um preço até certo ponto baixo (não dá para cravar se é muito baixo, baixo ou justo). Se a Panini lança um mangá de 176 páginas com as mesmas características, a R$ 44,90 a gente pode cravar sem dúvidas de que está caro, muito caro. Isso é algo que quem lê o blog tinha que ter em mente, como não parece ser o caso, vamos explicar de novo^^:

      PN é uma editora pequena e imprime pouco (Digamos que a média seja 5000 exemplares por obra pelos números que eles apresentam) e só atende a Amazon e algumas lojas especializadas. A Panini é uma editora grande que ainda vende em bancas de revistas (além de diversas outras lojas evidentemente). A gente não sabe o quanto a Panini imprime, mas a gente pode ter uma ideia. Até bem pouco tempo atrás, quando ainda lançava em bancas de revista, a JBC dizia que sua tiragem era de até 40 000. Ou seja, um número de exemplares alto, para atender todas as bancas do país. É de esperar que a tiragem da Panini seja parecida, igual ou superior. Ainda que seja menor por causa da crise, eu acho que dificilmente seria menos de 20 000, pois se fosse não conseguiria atender a todos os pontos de venda. Peguemos então esses números e olhe a disparidade, 5000 uma, 20 000 outra.

      A gente já explicou aqui: o quanto a editora paga para a gráfica por volume depende de quantas cópias são impressas. A editora que imprime 20 000 paga menos por volume. Editora que imprime 5000 paga mais por volume. Exemplo: suponha (números hipotéticos) que custe 10 reais para imprimir um volume. Se a editora imprimir 5000, a gráfica faz um preço mais em conta e ela pagara apenas 9 reais por volume. Agora se a editora imprimir 20000, a gráfica faz um preço mais em conta ainda, saindo a uns 5 reais por volume. Esses números são hipotéticos, mas servem para exemplificar a situação. Se você paga menos por cópias impressas, você pode fazer um preço mais baixo (se quiser). Isso é algo que você mesmo pode conferir em alguma gráfica. Na Internet mesmo há sites de impressão sob demanda que mostra exatamente essa realidade

      Logo, se as duas vendem um mangá pelo mesmo acabamento e pelo mesmo preço, está bem claro que se alguma delas for chamada de mercenária, essa editora é a que imprime mais. Afinal ela pagou menos para imprimir e, com um preço tão alto, vai precisar de bem menos cópias vendidas para poder manter o orçamento no azul. Essa empresa certamente poderia ter feito um preço mais baixo. Em contrapartida, a empresa que imprimiu menos cópias, pagou mais para imprimir, sabe que venderá pouco e precisa dessas poucas vendas. O preço não poderia ser mais barato.

      Assim, desconsiderando os detalhes de acabamento (O PN lança o mangá em um papel mais caro e usa costura, enquanto a Panini o acabamento é apenas colado) é perfeitamente normal que a Panini lance, sei lá, Yuuna e Pensão Assombrada a R$ 24,90, enquanto a PN lança O Último Voo das Borboletas por vinte reais a mais. O primeiro teve muitas cópias impressas e a editora espera vender bastante. O segundo teve poucas cópias e venderá pouco, não somente pq a obra e a autora são desconhecidas e sim pq a tiragem é pequena mesmo. Inclusive, se Yuuna for um fracasso de vendas, ainda assim, muito provavelmente venderá (em seus primeiros volumes) mais do que se O Último Voo das Mariposas for um sucesso. Afinal, mais pessoas irão ter acesso a Yuuna e mais irão comprar. Tipo, se Yuuna vender 3000 cópias por exemplo, talvez isso seja um fracasso pelo ponto de vista da Panini (já que hipoteticamente imprimiu 20000). Agora se Mariposas vender 3000 será um sucesso já que hipoteticamente foram impressos só 5000.

      O consumidor comum pode olhar o preço do mangá da Pipoca & Nanquim e dizer que ela é mercenária. Quem lê o blog BBM não pode falar uma coisa dessas (Rsrsrs), pois a gente está sempre explicando esses detalhes. Tem vários posts no blog em que falamos disso.

      Uma coisa é achar o preço caro (afinal, não interessam questões de quantas cópias foram impressas e tal se o valor é elevado), outra diferente é dizer que a editora é mercenária sabendo das condições que regem o mercado e o tamanho da editora. O preço de O último voo das borboletas está bem dentro da realidade do mercado, basta ver, por exemplo, que o mangá “O Homem que passeia” (que tem um acabamento semelhante e cerca de 70 páginas a mais) custa R$ 65,00 (vinte reais a mais).

      —-

      Sobre o preço digital, isso de que o formato era para baratear é quase uma lenda urbana, pois até no Japão o preço dos ebooks são altos. Alguns têm até o mesmo preço dos impressos. Por isso mesmo que nos últimos dois anos, os mangás digitais renderam mais dinheiro no Japão do que os mangás impressos.

  • Comprado! Eu deveria ter esperando essa promo de frete grátis pra pegar O Preço da Desonra , mas tá de boa, hehehe! Creio que, com essa, tenha todos os mangás da editora. Faço minha parte não somente comprando títulos fora do “convencional”, mas apoiando uma editora pequena, que está investindo em qualidade muito mais do que em quantidade (alô Panini, essa foi pra você sim!)

  • Lendo os comentários aqui fico imaginando se o pessoal não compra mangá
    Não tem nada demais nesse preço, só olhar mangás de preços parecidos pra ver que estão no mesmo acabamento, nada fora da curva :v

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