[TRADUÇÃO] As falas de Hirohiko Araki no Lucca Comics & Games

Autor de Jojo’s Bizarre Adventure esteve presente na Itália, no conhecido evento Lucca Comics & Games, onde contou sobre detalhes de sua obra máxima. Confira…

Nos dias 30 e 31 de outubro de 2019, Hirohiko Araki, autor de Jojo’s Bizarre Adventure, participou pela primeira vez de uma conferência fora do Japão. O local escolhido foi a Itália (onde sua obra é extremamente aclamada) no conhecido evento Lucca Comics & Games.

Dentre outras atividades, o autor teve um encontro com a imprensa e os demais fãs italianos de Jojo, respondendo diversas perguntas sobre o processo criativo. O site Anime Click transcreveu as principais perguntas feitas ao autor e resolvemos traduzi-la aqui. Vocês podem conferir o original em italiano, clicando aqui.

Muitas das coisas ditas, talvez já seja de conhecimento corrente dos fãs mais fervorosos. Outras talvez sejam novidades para todos…

ATENÇÃO: PODE CONTER SPOILERS DA SÉRIE


A seguir, apresentamos a reunião realizada no Press Café, onde o Mestre encontrou a imprensa italiana.


-Antes de tudo, é uma grande honra para nós termos a sua presença aqui. Gostaria de saber como é o processo de criação da aparência de seus personagens, que são muito especiais e únicos. 

Eles se baseiam principalmente nos encontros que tenho cotidianamente, em tudo o que posso capitar das pessoas. Pessoas estranhas, vestidas com muita ousadia, mas também pessoas vestidas de maneira mais corajosa e colorida. Eu tento tirar o máximo possível dessas pessoas que encontro todos os dias e também tiro fotos delas. Olhando as imagens e usando ângulos diferentes, posso estudar a aparência da melhor maneira possível. Na Itália, então, em particular, estou muito inspirado pelas estátuas que têm um design mais clássico.

-Podemos ver no começo de Jojo, uma influência européia, neoclássica, primeiro nas poses e depois acabando abraçando a obra por inteiro. Como o mercado japonês aceitou essa estética?

Grande parte da inspiração se deve, sobretudo, às minhas viagens à Itália e as visitas aos museus, com sua atmosfera muito clássica. Para mim, desenhar assim agora é natural, e acho que até os leitores japoneses normalmente o aceitam por causa da naturalidade com que o faço. Agora, se eu tivesse que fazer algo como escritor, não seria fácil.

-Você foi um dos selecionados para desenhar os pôsteres das Paralimpíadas. Você poderia nos contar como recebeu esta proposta e do projeto relacionado às Paralimpíadas?

Sinceramente, não sei por que eles me escolheram, mas me sinto muito grato. Acredito que o comitê organizador ficou impressionado com o meu trabalho e com as exposições dedicadas à minha obra, como a dos 30 anos de JoJo em Tóquio. Quanto ao trabalho realizado até agora, acho que não posso fazer qualquer comentário, pois ele ainda está em andamento.

-O Que e Quem serviu de inspiração para a criação do primeiro Jojo, Jonathan Joestar?

Na verdade, é muito simples: no Japão, existe uma cadeia de restaurantes vinte e quatro horas muito famosa chamada “Jonathan’s”. Por várias razões, gosto muito dele e eu quis partir daí para o nome. Quanto ao seu design, eu simplesmente queria projetar um “macho”, um homem esculpido com as proporções clássicas das estátuas.

-Jojolion, a oitava parte de Jojo está para acabar. Qual será o futuro da série?

Sinceramente, eu não sei. Devo pensar ainda mais sobre isso. É algo para definir depois.

-Você leu muitos quadrinhos de super-heróis? Se sim, quais influências esses quadrinhos tiveram na criação de sua série?

Eu não sou um grande fã de super-heróis, mesmo quando jovem eu lia mais quadrinhos franceses. Acho-os personagens que se lamentam um pouco demais, prefiro ver um personagem que olha mais para si mesmo e tenha os pés no chão, embora eu realmente goste do Homem-Aranha.

-Se te pedissem para colaborar na realização de um filme com os personagens e com as cenas, que tipo de filme você teria em mente e com quem você gostaria de trabalhar?

Eu realmente gosto de filmes de terror, acho que faria um filme de terror muito realista. Também aprecio The Walking Dead por esse motivo, por seu realismo.

-Neste verão (inverno brasileiro) acabou a adaptação em anime de Vento Aureo, a série ambientada na Itália. Uma das coisas que mais me impressionou, mesmo quando li o mangá, foi o completo desaparecimento da cena de Fugo Pannacotta após a traição feita à gangue Bucciarati. Como foi feita esta escolha?

É uma motivação muito complexa. Isso porque Vento Áureo foi publicado na Weekly Shonen Jump, que tinha como público alvo meninos e adolescentes. Para eles, a traição é algo muito pesado e feio de se comprometer. Continuar mostrando Fugo no mangá teria sobrecarregado a atmosfera e os eventos do Vento Áureo, isso provavelmente arruinou o personagem.

-Por que depois de terminar Stone Ocean você decidiu resetar todo o universo narrativo, abandonando alguns dos personagens mais queridos dos fãs, como Jotaro Kujo e Dio Brando?

Foi difícil abandonar esses personagens, mesmo que eu nunca os tenha abandonado completamente, eles estão um pouco diferentes. A redefinição, por mais difícil que fosse, era necessária. A história de JoJo tinha chegado à sua conclusão natural, e prolongá-la ainda mais seria pouco sensato e contraproducente.

-A saga de JoJo, ao longo dos anos, mudou muito, estilisticamente e narrativamente. Eu gostaria de saber se e como você mudou ao longo dos anos.

Sem dúvida, eu também mudei. Quanto aos personagens, mesmo que mudem, eles estão todos unidos por um fio comum que percorre toda a saga, que é a espiritualidade, o coração e a alma dos personagens, que de tempos em tempos são herdados. Durante a elaboração de Phantom Blood, muitos ficaram surpresos com a morte de Jonathan, mas, na realidade, sua morte é apenas uma metáfora. A alma de Jonathan continuará a viver para sempre em seus descendentes. Por exemplo, no início, temos personagens extremamente idosos, que exploraram sua fisicalidade através d”A Onda” (Hamon / ou Ondas Hamon). Essa espiritualidade deles evoluiu naturalmente para os Stands. Eles são a consequência direta da alma que os personagens transmitem às gerações subsequentes.

-Permanecendo no tema dos Stands, seria bom saber o que o inspira a criá-los e quanto tempo leva para criar um novo.

Os Stands são a manifestação física da vontade e da alma das pessoas. São invisíveis aos olhos normais, mas o poder e a espiritualidade dos personagens são tão fortes que eu não encontraria outra maneira de fazer isso.

-No universo de JoJo, todos os poderes mais fortes, bem como os dos principais vilões, têm a ver com a manipulação do tempo. Por que o tempo é tão importante para você?

Simplesmente acho que poder controlar o tempo é o poder mais forte de todos os tempos, em todas as suas formas. Por esse motivo, quando criei os vilões finais estudei diferentes maneiras como isso poderia ser útil. O poder de manipular o tempo à vontade é algo que sempre me fascinou e acredito que é o poder mais forte de todos.

-Quem ou o que o inspirou para criar o personagem de Yoshikage Kira?

Quando criei Kira, imaginei que meu vizinho era um assassino, mas um assassino que vive além da suspeita, perto de você, nada chamativo. Pelo contrário, ele parece uma pessoa comum, calma, tranquila. Ele tem hobbies e atividades como todo mundo, talvez ele goste de ficar em casa, ou talvez ele goste de sair. Eu imaginei essas coisas, e Kira nasceu assim. Ele é um personagem que me fascina muito porque ele não foge de sua natureza. Kira se aceita, não luta. Ele conhece a si mesmo, sabe como é feito e enfrenta sua vida cotidiana dia após dia. 

-Sua paixão pela moda é conhecida por todos. Eu gostaria de saber quais são seus designers favoritos e se você está atualmente planejando novas colaborações com grifes, como a feita com a Gucci?

Quando jovem, eu realmente gostava do estilo da Versace, com roupas decoradas com alfinetes e decorações. No momento, no entanto, não tenho colaborações em mente, estou focado no projeto paralímpico.

-Qual é o seu personagem favorito de JoJo?

Shigechi, um personagem da parte quatro do mangá, Diamond is Unbreakable

-Qual é a parte de JoJo que você mais gosta?

A citada Diamond is Unbreakable. Isso ocorre porque a cidade onde ela se passa, Morio-cho, é inspirada no lugar onde nasci e cresci. Eu sou muito apegado a isso.

-Você e Haruki Murakami costumam usar música em sua narrativa. Você acha que existem pontos em comum entre sua maneira de trabalhar e a de Murakami e, em geral, entre suas obras?

Eu realmente não sei. Não conheço o modus operandi e o processo criativo que Murakami usa, mas, para mim, ouvir música é algo do cotidiano. Não sei se ele costuma fazer isso. Por exemplo, falando de mim, eu amo Puccini profundamente, e eu estou em Lucca apenas para ouvi-lo.

-Por que Dio retornou tantas vezes na série, até conseguindo reencarnar na sétima parte, Steel Ball Run?

Dio é muito poderoso, provavelmente um dos mais poderosos do universo JoJo. Ele é um personagem que impõe medo, pois não tem remorso ou senso de responsabilidade. Dio é literalmente a antítese da família Joestar, e assim eu o criei como algo hereditário para essa família, mesmo através de sua reencarnação, como se fosse uma maldição. É tão forte que não pode morrer de maneira banal, e seu renascimento o torna ainda mais assustador, como se, de fato, fosse mesmo uma maldição.


Além disso, poucas horas depois das falas acima com a imprensa, o Mestre também conheceu os fãs da saga no Teatro del Giglio e respondeu a uma série de perguntas feitas pela organização da Feira e pelos presentes no salão.


-Mestre, como se trata de uma conversa e também queremos recapitular a história de JoJo, a primeira coisa que pergunto é como nasceu Jojo’s Bizarre Adventure?

Bom dia a todos. A ideia a partir da qual JoJo começou foi minha disposição de colocar “no papel” os superpoderes de alguém, os superpoderes que geralmente não podem ser vistas desenhadas. Eu as transformei em imagens no Shonen Jump e escolhi o nome JoJo procurando uma assonância.

-Existe um tema que une Jojo e a edição deste ano da Lucca Comics & Games, que é a atenção à humanidade, sua estreita ligação com o destino e fatalidade. Além disso, Jojo também se vincula à imortalidade do espírito humano. Por que o Mestre escolheu esses temas? Por que está tão apegado a eles?

Na verdade, tudo começou porque me disseram para desenhar algo assim. Percebi durante o trabalho a profundidade dos personagens, a admiração pelo lado humano e o tema do destino. De fato, ao explicar de uma maneira mais detalhada, eu colocaria no papel o tema da afirmação da raça humana, para não esquecer a humanidade. Existem pessoas boas e positivas com todos os seus lados apreciáveis, mas também há pessoas negativas com seus lados humanos e apreciáveis.

-Estamos sempre nessa questão. Na série, não há apenas a família Joestar, protagonista de todas as partes de JoJo, mas também temos os Zeppeli’s. Seria interessante saber se os Zeppeli’s conseguirão, por sua vez, em suas futuras aparições, escapar de um destino que parece estar furioso com eles.

Obviamente, não há nenhuma fúria contra os Zeppeli’s, mas eles são simplesmente complementares à família Joestar, e por esse motivo sua existência é uma conclusão necessária ao caminho dos Joestars, bem como uma “facilitação” que lhes permite continuar. Pessoalmente, eu amo muito a família Zeppeli, pois eles transmitem seus valores e positividade mesmo após a morte.

-Em JoJo, comparado a outros mangás, nos quais lutam os protagonistas e os coadjuvantes, há uma escolha muito precisa, ou seja, a ausência de um confronto direto, optando por uma batalha estudada, estratégica, como um jogo de xadrez. A peça central disso são os Stands. Como faz, Mestre, para sempre estudar novos poderes e estratégias?

Sendo meu trabalho, encontro inspiração em muitas coisas, especialmente em momentos da vida cotidiana. Quando eu encontro meus amigos, quando olho para o meu vizinho, quando bebo um pouco de água e ela fica na minha garganta… eu poderia fazer um poder mesmo a partir dessas coisas. Basicamente, acredito que é a observação de pequenos detalhes que é essencial em um processo criativo.

-Muitas das séries JoJo são verdadeiras revistas de viagens, o que leva a uma enorme variação nas configurações. Até que ponto o cenário influencia a redação do trabalho e qual a sua importância? Você começa a partir daí para criar a história ou é um “plus”?

Minhas viagens de bicicleta quando criança foram minha inspiração. Quando eu era jovem, costumava fazer pequenas viagens de bicicleta e visitar muitos lugares. Eu visitei montanhas, campos, cidades. Esse movimento, essa viagem me ajudou a crescer e me tornar adulto. Para mim, a filosofia da viagem como uma metáfora do crescimento é realmente muito importante, porque permite que meus personagens cresçam, do começo ao fim da jornada.

Quanto à segunda parte da pergunta, tomo a criação de Morio-cho como exemplo. Quando você tem que enfrentar um problema, geralmente o enfrenta cara a cara, mas eu me perguntava o que teria acontecido se esse “problema”, essa ameaça, estivesse escondido e esperando. Talvez seja o homem do lado e não sabemos. A partir dessa ideia, nasce o contexto de Morio-cho, para ter um inimigo invisível e inesperado esperando nas sombras. Foi outro desafio comparado à criação de uma história focada na jornada.

-Vamos ficar no Morio-cho. É uma cidade completamente inventada por você? Gostaria de morar lá?

Sim, eu moraria lá. Morio-cho é baseado no lugar onde nasci e cresci, e estava cheio de pessoas boas, mesmo que um pouco estranhas (havia também alguns “Zeppeli’s”).

-Sempre permanecendo no âmbito do processo criativo, é de conhecimento geral que você ouve muita música. Também é um conceito interessante, pois o ritmo é fundamental para a narrativa. De que modo a música e que tipo de música influencia seu trabalho?

O que mais me influencia é o ritmo. Existem diferentes tipos de estilos rítmicos, musicais, batidas que influenciam meu trabalho. A música é muito importante.

-Faço minha última pergunta e depois passo a bola para o público. O que podemos esperar do futuro de JoJo?

Eu realmente não sei. Sobre JoJo, sempre fui claro sobre o começo e bastante claro sobre o seu fim. De resto uma névoa paira, mas porque a narração de JoJo é muito espontânea. Basicamente, porém, está bem claro para mim como JoJo vai acabar.

-PÚBLICO: Como dito antes, o Maestro é muito inspirado por sua infância, suas viagens e suas experiências de vida. Em Diamond is Unbreakable, existe o Stand de Keicho Nijimura, Bad Company, que é composto por muitos soldados de brinquedo. Lembro-me de algo assim em uma história de Stephen King. Você é inspirado de alguma forma pela literatura de cinema e terror?

Eu gosto de Stephen King e gosto muito dos filmes de terror, e certamente também fui inspirado por ele, mas no que diz respeito ao gênero de Horror, encontro mais inspiração para Jojo em filmes como Chucky.

-PÚBLICO: Se não me falha a memória, eu li que os encerramentos (do anime) de Jojo são escolhidos pessoalmente por você. Há alguma música italiana que você goste e que usaria como um encerramento no futuro?

Gosto muito de PFM e ópera, principalmente da música de Puccini. Obviamente ainda não decidi nada de forma definitiva

-PÚBLICO: em JoJo, as roupas são algumas das partes mais características e importantes. Alguns são inspirados em peças de designers famosos. Como o processo criativo se desenvolve em torno das roupas?

Todas as roupas devem ter uma característica comum: devem ser confortáveis e facilitar o movimento. Basicamente, no entanto, sempre me concentro no modelo de uniforme escolar japonês. Nessa base, eu trabalho em detalhes, como os broches do Giorno em forma de joaninha. Mas, basicamente, a inspiração vem dos uniformes escolares. Um mangá que eu realmente gostei é o Babil Junior (Babel ni-sei), em que seu protagonista vai para lugares desolados, como o deserto, sempre com o uniforme da escola. Eu acho isso fantástico, e foi de grande inspiração, eu sempre gostei da ideia de mandar personagens em uniformes escolares para cenários desse tipo. Quando consegui, fiquei comovido.

-PÚBLICO: Se você pudesse escolher o poder de seu Stand, qual seria?

Eu acho que escolheria o poder de trazer paz e iluminar o céu. Hoje, teoricamente, tinha que chover e, em vez disso, graças a mim, há um sereno (* risos *.)

-PÚBLICO: Permanecendo no tema anteriormente comentado, sobre permanecer humano e sobre o valor da humanidade, você não acredita que a punição de Diavolo seja cruel demais para ele?

Honestamente não. O Diavolo é tão perverso e trouxe tanta dor que ele não mereceu nada além desse fim.

-Permito-me vincular a esta pergunta que acabamos de colocar nas últimas perguntas do dia. Existe algum personagem que se parece com você ou com alguém que você vê constantemente?

(* risos *) Afirmo isso: não é Rohan. De fato, Rohan é o que eu gostaria de me tornar. Dito isto, na realidade, não existe um personagem que me pareça, mas se eu tivesse que escolher alguém com qualquer coisa similar a mim, eu diria Shigechi.

-Hoje experimentamos uma jornada no universo JoJo. Existe uma anedota sobre o trabalho de JoJo que você gostaria de contar hoje?

Não sei se pode ser interessante, mas vou lhe dizer: quando escrevia na Shonen Jump, eles me davam 19 páginas por semana como meta. O problema é que eu nunca fazia 19 delas, eu sempre fiz 21. Então, toda vez que eu era forçado a cortar 2 páginas. E não estou falando de páginas que foram recuperadas no próximo capítulo, estou falando de cortes definitivos que nunca apareceriam no mangá posteriormente. Felizmente, agora que escrevo na Ultra Jump, tenho direito a 45 páginas por mês, e talvez sejam muitas.

-Encerramos com esta pergunta: se você pudesse voltar ao dia em que começou a trabalhar em JoJo, o que corrigiria? O que melhoraria e o que mudaria completamente?

Eu corrigia erros de impressão, como exclamações em japonês que variam de escritas para faladas, pois dificilmente tenho a chance de corrigir o que escrevo.

-Muito obrigado por esta preciosa reunião do Mestre. Foi muito interessante conversar com ela sobre JoJo.

Imagina. Muito obrigado a todos vocês.

via Anime Click

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5 comentários

  1. Não acredito que eu vou dizer isso, mas discordo do que o autor falou sobre sua própria obra kkkk. É só no ponto do Kira: pra mim, ele passa por um pequeno processo de se contestar e de tentar conter sua natureza quando está na casa do Kuwajiri. O que é, aliás, uma das melhores partes de Diamond is Unbreakble.

    Parabéns pela tradução, muito legal!

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  2. Simplesmente genial. Por isso gosto dos trabalhos do Araki, ele imprime uma visão bem diferenciada e única no modi de conduzir uma história.
    E sobre o q ele fala do pós JoJo, espero q ele faça obras de terror ou de cunho sobrenatural como as One Shots q ele já fez.

    Curtido por 2 pessoas

  3. Que Maestro! Fantástico! Serenidade nas respostas e muita simplicidade. É notório que o Araki é único! Sei que é sonhar demais, mas bem que ele poderia visitar nosso país, hahaha…

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