
Veja como está o mangá
Mangá Aberto é uma coluna de resenhas em que mostramos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. Nela apresentamos fotos dos mangás, acrescentando alguns detalhes e opiniões.
A postagem de hoje será sobre a edição brasileira de Centauros, mangá lançado pela Conrad no final de junho de 2024. Já fizemos uma resenha da história (clique aqui para ler), mas é importante falar também da edição física do título, ainda mais agora que o segundo volume entrou em pré-venda na Amazon.
PEQUENAS INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA
Centauros é um mangá de autoria de Ryo Sumiyoshi (mangaká que também assina sob o nome de Ryo Suzuri) e foi publicado no Japão entre 2016 e 2020 no site Matogrosso (sim, esse é o nome^^), da editora East Press, tendo seus capítulos compilados em um total de 6 volumes.
No Brasil, o mangá foi anunciado pela editora Conrad no dia 21 de janeiro de 2024, por meio de uma live do evento Conrad Con. Além do anúncio, a editora informou que a edição brasileira compilaria os seis volumes originais em apenas três. O lançamento ocorreu em junho e a previsão é que ganhe um número novo a cada dois ou três meses a depender do andamento das aprovações.
FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA
A edição brasileira de Centauros veio no tamanho 13,7 x 20 cm. Esse é o formato padrão da editora Panini, sendo um pouco menor do que os mangás anteriores da Conrad (A Noite da Princesa Uriko e Nas Montanhas do Terror vieram no formato 13,5 x 20,5 cm).
Para além disso, o mangá veio em capa cartão com detalhes em verniz localizado (falaremos disso posteriormente), e o papel utilizado no miolo foi o Pólen Bold. Ao todo, foram 352 páginas, sendo quatro delas coloridas.


CAPA, QUARTA-CAPA E LOMBADA
A capa da edição brasileira segue a capa original japonesa, mudando apenas a inserção do título Centauros em português e o logo da Conrad, além do local do nome do autor, dentre outras coisas.


A lombada tem ao fundo uma continuação da ilustração da capa, mas ela é sobreposta por um retângulo com uma composição de cores vermelho e azul (ou verde?), que é uma mescla das cores principais da capa e da quarta-capa. Embora não pareça (pelas imagens de divulgação e por fotos) é uma lombada bem bonita e que se destaca bastante.

A parte de trás do mangá (quarta-capa) possui o fim da ilustração da capa (que perpassa a lombada), além de uma outra ilustração, esta vinda do segundo volume original japonês.
Assim, podemos perceber que os próximos volumes devem seguir esse esquema, com a capa do volume ímpar japonês nas capas brasileiras e capas dos volumes pares japoneses na quarta-capa brasileira.
Para além da ilustração, temos o código de barras e uma pequena sinopse, além da repetição do título e do nome do autor.


Em relação ao material, a capa de Centauros é cartonada e parece ser similar aos demais mangás lançados no Brasil, sendo de boa qualidade. É uma capa cartão simples (sem orelhas, sem sobrecapa), mas com o detalhe de ter verniz localizado no título (tanto em português, quanto nos caracteres japoneses). Vejam no vídeo a seguir:
CAPAS INTERNAS, PRIMEIRAS E ÚLTIMAS PÁGINAS
As capas internas possuem ilustrações de alguns centauros que são protagonistas da história. Após a capa interna da frente temos um sumário, uma primeira página de apresentação e logo em seguida o início da história.



Após a capa interna de trás, temos uma página com o expediente, a ficha catalográfica e uma página com a repetição do título. Após isso temos uma outra ilustração falando que é o final da primeira parte da história.



PAPEL DO MIOLO
O papel utilizado no miolo é o Pólen Bold. É o mesmo papel usado em mangás em mangás como Decadência, Black Paradox, Ayako, Devilman e em todos os títulos da Pipoca & Nanquim. É um papel muito bom e agradável para a leitura de mangás, dando um bom destaque na impressão das imagens, além de não ter nenhuma ou quase nenhuma transparência.




ACABAMENTO GERAL
Centauros é um mangá que compila dois volumes em um, então ele tem uma boa quantidade de páginas (352) e mangás com muitas páginas às vezes podem ser desconfortáveis de ler, mas não é o caso desse mangá. Ele é relativamente leve (de maneira que não cansa as mãos) e a encadernação é boa, fazendo com que folhear e ler não tenham quaisquer problemas.
Nesse sentido, o grande demérito é o miolo ser apenas colado (sem costura), mas não é algo que fez muita falta, pois o produto é bem maleável e apenas em poucas páginas a gente teve que forçar um pouco para ler o que estava no canto.
Fora isso, como o dito o papel é bom e a capa é simples, mas com o adendo do verniz localizado, que dá um charme a mais ao produto. No todo, é uma edição bem agradável e competente no que se propôs a ser: uma edição 2 em 1, boa de ler, maleável e com uns detalhezinhos que dão um charme a mais.
CONCLUSÃO
Enquanto história, eu não tenho do que reclamar de Centauros. Como falei na resenha da obra, é uma história que me deixou bastante empolgado e que me surpreendeu, sendo um título que eu indico para todos vocês.
Já enquanto produto (que foi a análise que fizemos neste post), eu também praticamente não tenho do reclamar e acho que a edição é realmente bem boa no que se propôs a fazer, ainda que simples.
Se for para criticar alguma coisa seria o preço (custa R$ 79,90, o volume 1, e R$ 89,90, o volume #02, com 50 páginas a mais), afinal é um valor muito alto e pouco convidativo para a maioria das pessoas. Entretanto, e infelizmente, não é um preço que dista muito do que o restante do mercado pratica, não. Se você pegar, por exemplo, A Princesa do Castelo Sem Fim, um mangá de 284 páginas, verá que ele saiu a R$ 85,90. Então o Centauros está dentro de uma grande faixa de preço que se espera para esse tipo de produto.
Ainda assim é bastante compreensível que muitas pessoas não vejam dessa forma, afinal é uma publicação de preço bem alto mesmo. De mais a mais, porém, a minha recomendação ao mangá permanece e acho que sempre vale dar uma olhada nas promoções, pois vez ou outra os títulos da Conrad estão com 30% ou mais de desconto na Amazon, deixando a obra mais convidativa financeiramente para a maioria do público.
Esta resenha foi feita por meio de um exemplar cedido a nós pela Conrad Editora, a quem agradecemos a parceria. As nossas opiniões não sofreram influência disso.
Ficha Técnica
Título Original: 人馬
Título: Centauros
Autor: Ryo Sumiyoshi
Tradutor: Edward Kondo
Editora: Conrad
Número de volumes no Japão: 6 (completo)
Número de volumes no Brasil: 2 (ainda em publicação / será concluído em 3)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel Pólen Bold
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 352 (sendo 4 coloridas)
Classificação indicativa: 14 anos
Preço: R$ 79,90 (volume 1)
Onde comprar: Amazon
Sinopse: Em Centauros, mangá de Ryo Sumiyoshi, acompanhamos uma aventura épica de fantasia ambientada em um Japão alternativo, onde humanos coexistem com seres míticos que são metade humano e metade cavalo, chamados de centauros ou “jimba”. Antigamente, eles eram reverenciados como divindades, mas na Era Sengoku os humanos começaram a escravizá-los e usá-los para fins militares devido à sua velocidade, resistência e capacidade de comunicação na língua humana. Os centauros que viviam nas planícies foram rapidamente capturados e domesticados, mas muitos centauros das montanhas continuaram livres devido ao seu relativo isolamento. Matsukaze, um selvagem e orgulhoso centauro das montanhas, conhecido como “o ruivo”, é capturado enquanto protegia seu filho e levado para as terras de um senhor feudal, onde conhece Kohibari, um centauro domesticado que teve seus braços amputados. Eles precisam superar suas diferenças e trabalhar juntos para escapar dos humanos e buscar uma vida melhor para seus descendentes.
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