
Veja como está o mangá
Mangá Aberto é uma nova coluna de resenhas aqui do blog em que mostraremos a edição física de um mangá, geralmente um lançamento. O nome advém de um antigo blog em língua espanhola que fazia exatamente isso^^.
A ideia é apresentar aos leitores exclusivos do blog o que já fazemos em nossas redes sociais, mostrar fotos do mangá acrescentando alguns detalhes sobre as obras e opiniões. A postagem de hoje será sobre a edição brasileira de [Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida, mangá publicado no Brasil pela editora Panini no fim de novembro de 2023.
PEQUENAS INFORMAÇÕES SOBRE A OBRA
[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida é de autoria de Aka Akasaka (Kaguya-Sama: Love Is War) e Mengo Yokoyari (Desejos Proibidos/Kuzu no Honkai, mangá ainda inédito no Brasil) e está em publicação no Japão desde 2020 na revista Young Jump, da editora Shueisha, atualmente com 13 volumes publicados e sem previsão de final.
No Brasil, o mangá foi anunciado pela editora Panini no dia 29 de junho de 2023 e tinha previsão inicial de ser lançado em setembro. Após alguns atrasos, o primeiro volume foi, enfim, lançado no finalzinho de novembro.
FORMATO DA EDIÇÃO BRASILEIRA
A edição brasileira vem no formato padrão da editora, com o tamanho 13,7 x 20 cm, com miolo em papel offwhite e capa cartonada simples. O primeiro volume possui 220 paginas, das quais 4 são coloridas, estas em papel couchê.


CAPA, QUARTA-CAPA E LOMBADA
A capa da edição brasileira segue a mesma ilustração da versão original japonesa, com a Ai Hoshino (A Estrela Favorita^^) estrelando. As principais diferenças estão no idioma, logo da editora e a “assinatura”. Vejam a seguir:


Em termos de acabamento, a versão nacional é uma capa cartão comum em padrão brilho, sem nenhum adicional (não tem orelhas, nem sobrecapa, nem qualquer outra coisa).
A quarta-capa é no mesmo material. Já em relação ao design ela repete uma parte da ilustração da capa, juntamente com outros detalhes como a sempre importante sinopse. Particularmente não gostei da composição da quarta-capa, pois ficou carregada demais e a sinopse ficou espremida na parte de baixo. Talvez com uma ilustração menor ela ficasse mais harmônica.

A lombada, por seu turno, é de cor branca, bem básica. Não achei feia, mas também não achei bonita. É uma lombada “ok”.

CAPAS INTERNAS
As capas internas são coloridas na mesma cor da roupa da protagonista. Em uma delas temos uma reprodução por inteira da ilustração da capa. Na outra tem o nome do mangá.
Embora eu tenha achado as duas capas internas bem bonitas, não consigo deixar de criticar o uso da numeração do volume nas capas internas. Eu não vejo motivo para se ter um número ali, parece algo completamente desnecessário.


PAPEL DO MIOLO
O papel utilizado no miolo do mangá é o offwhite 66g. É o mesmo papel usado na maioria dos mangás da editora, de cor creme. Ele tem um pouco de transparência, mas não é algo que chega a incomodar de fato.
O papel das páginas coloridas, por outro lado, é o couchê (aquele lisinho) e ele é bem bom.





ACABAMENTO GERAL
[Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida faz parte da lista de mangás básicos da editora Panini, então todo o seu acabamento é padrão e bem simples. O papel tem um pouco de transparência, como dito, mas a encadernação é muito boa e tem páginas coloridas em couchê, o que nem sempre acontece em outras editoras.
De pontos negativos ( e é importante mencionar que eu não vi reclamações semelhantes de outras pessoas, então é possível que seja um problema apenas do meu exemplar), achei que a capa tem algum problema. Ela parece meio estufada em alguns pontos (como quando a gente vai fechar algo no plástico e um pouco de ar fica dentro, sabe?), de maneira que ela não fica “reta”, mesmo quando a gente segura nas mãos.

É comum que algumas capas de mangás fiquem para cima por algumas questões como umidade e tal, mas não é o caso desse mangá. É uma colagem mal feita na gráfica ou algo assim.
Outro problema que eu vi é que a capa é milímetros menor que as páginas. Na foto a seguir você consegue perceber isso, a parte rosada mais acima são das páginas coloridas e não uma borda da capa. Fica algo meio feito e dá um aspecto de mal acabamento.

Sobre este último ponto, eu já havia relatado caso semelhante em Minha Adorável Cosplayer #01 (leia aqui) e, na ocasião, eu citei que Rooster Fighter: O Galo Lutador também tinha problema parecido. Os dois, porém, tinham sido impresso na Gráfica São Francisco, então conhecida por ter problemas gráficos. [Oshi no Ko], no entanto, foi impresso na Corprint, que é uma gráfica bem conceituada.
Dito isso, esses problemas relatados são problemas de gráfica, então OU o meu exemplar foi premiado com o erro OU tem um lote inteiro semelhante. Como eu não vi reclamações desses problemas, é possível que seja apenas no meu exemplar, mas como a ideia desses posts é passar as impressões sinceras, achei necessário falar disso.
DETALHES EDITORIAIS
Tirando casos em que mangás da Panini são feitos por outra equipe que não a de mangás, os trabalhos da editora costumam ser bem semelhantes entre si. A editora usa onomatopeias originais e coloca uma legenda do lado, coloca diversas notas explicativas quando necessário, etc, etc, etc.
O trabalho da Panini costuma ser bom, mas vez ou outra há alguns problemas específicos. Em [Oshi no Ko], apesar de ter várias notas algumas coisas importantes não foram explicadas, como os honoríficos. Embora não tenha tanto, uma explicação acaba sendo muito importante para um leitor novato. Isso é uma questão de acessibilidade, de sempre pensar que todo mangá pode ser o primeiro de uma determinada pessoa.
Excetuando-se esse fato (que é uma coisa que eu sempre reclamo em postagens semelhantes), o único problema que eu notei no mangá foi um erro de revisão mais ou menos na metade da obra, quando ocorre uma repetição da palavra “teu” em um quadrinho.

A HISTÓRIA E UMA CONCLUSÃO
A história de [Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida meio que dispensa apresentações, visto que ele ficou em evidência com sua adaptação em anime. Para quem não conhece nada, eu gosto de dizer que é parecido com aquelas obras em que o personagem principal morre e vai parar no outro mundo. A diferença é que o protagonista da história morre e acaba reencarnando no próprio mundo^^.
Goro era um médico obcecado pela idol Ai Hoshino e um dia ele a recebe como paciente em um hospital do interior. Ela estava grávida, de gêmeos, e ele teria que ajudá-la no pré-natal e, posteriormente, fazer o parto. Ocorre que no dia do parto ele acaba tendo um encontro com alguém misterioso, que conhece Ai Hoshino e sabe o segredo dela. Goro vai atrás dele, mas acaba morto. E então ele reencarna como um dos filhos de Ai.
Todo e qualquer comentário a mais seria um pouco de spoiler (e talvez até o que escrevemos aqui fosse melhor não ler) e que poderia estragar a experiência tanto inicial, quanto posterior. O que podemos dizer é que é uma obra que vale acompanhar e a gente recomenda… Mas fica o aviso, vá com o coração aberto!!!
Ficha Técnica
Título Original: 推しの子
Título: [Oshi no Ko]: Minha Estrela Preferida
Autor: Aka Akasaka e Mengo Yokoyari
Tradutor: Caio Suzuki
Editora: Panini
Número de volumes no Japão: 13 (ainda em publicação)
Número de volumes no Brasil: 2 (ainda em publicação)
Dimensões: 13,7 x 20 cm
Miolo: Papel offwhite
Acabamento: Capa cartão
Páginas: 220
Classificação indicativa: 16 anos
Preço: R$ 36,90
Onde comprar: Amazon / Loja da Panini
Sinopse: “Nesta indústria, a mentira é uma arma.” Goro é um obstetra trabalhando em uma cidade do interior e sem qualquer ligação com a indústria do entretenimento. Por outro lado, Ai Hoshino, sua idol favorita, começava a subir no estrelato. Mas, por um acaso do destino, a vida de ambos será mudada radicalmente…?
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