Retrospectiva 2017 – Editora JBC

Início parado e muitas mudanças…

Hoje damos continuidade à nossa retrospectiva 2017, falando especificamente da editora JBC, relembraremos como foi o ano da empresa. Vejamos em detalhes^^.

I

Ainda sob o espectro da crise econômica, a editora JBC iniciou um 2017 de forma contida, com quase nenhum anúncio de título novo, além de pouquíssimos lançamentos. A empresa se segurou com seus sucessos e apostas certas, ao mesmo tempo em que lançava aos poucos aqueles títulos de menos apelo que já havia anunciado, como Fort of apocalypse e Dragon’s Dogma Progress.

Em termos de aposta garantida, o relançamento de Akira foi um sucesso enorme, estando sempre entre os mais vendidos da Amazon, desde a época da pré-venda, quando muitos otakus ainda estavam reclamando do preço. The Ghost In The Shell, lançado em dezembro de 2016, também sempre esteve figurando entre os mais vendidos e a editora até trouxe o Perfect Book, guidebook das animações da franquia, além de lançar o The Ghost In The Shell 2.0, continuação da obra original.

O sucesso de Fullmetal Alchemist fez a editora relançar já em 2017 o primeiro dos três databooks do mangá e prometendo lançar os outros dois à medida que a série avança, nitidamente uma mudança da editora no modo de encarar seus produtos. Geralmente, a empresa esperaria a série acabar e só então publicaria os databooks, como fora na primeira publicação de FMA. Outro databook lançado no ano foi o de Death Note, na versão black edition, após muito tempo de negociação.

As apostas em sucesso não pararam por aí. A editora trouxe os spin-off Fairy Tail Zero e Fairy Tail Gaiden, além de My Hero Academia Smash!. Raramente a editora lançava tantas obras derivadas assim. Fora do mundo dos spin-offs, na pegada dos autores que deram certo, a editora trouxe ao Brasil o volume único Coin Laundry Lady, do mesmo autor do mangá Another.

Considerando todo o ano, o único título de impacto da editora que não foi relançamento, continuação de uma franquia, ou obra de um autor que já deu certo pela editora, atende pelo nome de Your Name, adaptação do filme de mesmo nome de Makoto Shinkai. E, se pensarmos bem, esse títulos igualmente é uma aposta certeira, visto o sucesso estrondoso do filme. Ou seja, em um ano de crise (ou pós-crise?), a empresa basicamente só apostou em obras que teriam retorno garantido. Será que a aposta deu certo?^^.


II – O sucesso de Cavaleiros do Zodíaco


Não se pode falar de apostas e em sucesso sem citar Cavaleiros do Zodíaco. No fim de 2016, a editora surpreendeu o público ao anunciar a republicação do mangá em capadura. Naquele ano, a empresa ainda lançou o artbook de Lost Canvas e começou a publicação de Saintia Shô.

No início de 2017, em uma entrevista para a Globo News, a JBC divulgou o impacto que a franquia de Masami Kurumada tem para os cofres da editora. Basicamente 10% de todo o faturamento da empresa vem de Cavaleiros do Zodíaco. Surreal.


III – Reveses


O mangá Knights of Sidonia sofreu alguns reveses em 2017. Ele teve sua periodicidade alterada de mensal para bimestral e teve sua distribuição mudada. O mangá deixou de ir para as bancas e passou a ser exclusivo para livrarias e lojas especializadas. Ruim para quem acompanhava em bancas…

Inu-Yasha e Sakura Wars, anunciados em 2016, terminaram por ser adiados mais uma vez…


IV – Papel


Se em 2015 e 2016, a editora JBC sofreu duras críticas em relação ao papel utilizado em diversas de suas publicações, o ano de 2017 foi mais ameno. Desde agosto a editora começou a publicar alguns de seus novos títulos em um novo tipo de papel, chamado pela empresa apenas de offwhite, que agradou muita gente, especialmente por manter o preço quase igual ao da publicação dos mangás em offset, mas com uma qualidade melhor, obtendo um ótimo custo benefício…


V – Grande surpresa


 A grande surpresa da JBC durante o ano foi o anúncio do mangá Hokuto no ken. Ao que parece a empresa já queria ele há vários anos, mas apenas há três ou quatro anos as negociações começaram a evoluir até que finalmente a editora conseguiu a licença. O título sai em 2018…


VI – Mangás digitais


No fim do ano, a editora ainda começou a vender seus primeiros mangás digitais, quase todos provenientes da editora Kodansha como Fairy Tail, The Seven Deadly Sins e Battle Angel Alita.


VII – Títulos lançados pela editora em 2017


Durante o ano, a editora JBC lançou 15 obras, uma a mais do que em 2016. Vejam os títulos. Para saber um pouco mais sobre eles, basta clicar nos links:

O homem que foge 

Dragon’s Dogma Progress

Fort of Apocalypse

The Ghost In The Shell – Perfect Book (guidebook)

Akira (Relançamento)

Fullmetal Alchemist: Guia completo, (databook, relançamento)

Your Name

Samurai 7

Fairy Tail Zero

Battle Angel Alita (Relançamento)

Coin Laundry Lady

Fairy Tail Gaiden

My Hero Academia Smash!

Death Note Black Edition: How to Read (databook, relançamento)

The Ghost In The Shell 2.0


VIII – Títulos concluídos em 2017


Dragon’s Dogma Progress

Blood Blockade Battlefront

Savanna Game

Zetman

Samurai 7

Fort of Apocalypse

*Não listamos os volumes únicos O homem que foge, Fairy Tail Zero e Coin Laundry Lady.

IX – Títulos licenciados


Hokuto no Ken (27 volumes)

Inu-Yasha (56 volumes)

Platinum End (7 volumes, em andamento)

Sakura Wars (9 volumes)

The Ghost In The Shell 1.5 (1 volume)

***

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3 Comments

  • JMB

    Pra mim o ano da JBC foi ótimo. A editora não entupiu as lojas de lançamentos (não que isso seja ruim, mas não adianta fazê-lo se 50% do que for lançado flopar) e melhorou a qualidade física dos mangás. Fora que mesmo os anúncios sendo poucos, foram bem impactantes. Pra mim terminou com saldo positivo (viúvas de InuYasha to the left).

    Que 2018 seja um ano ainda melhor (já podem trazer Sangatsu no Lion 😋😎).

    • Carne Moída

      Realmente, só o fato de terem melhorado a qualidade do papel já compensou e muito a falta de lançamentos. A Panini poderia seguir o mesmo caminho que eu não iria reclamar, muito pelo contrário, faria questão de elogiar bastante a atitude dela.

  • Acho que o item IV foi o mais positivo mesmo. Espero que invistam cada vez menos em papel jornal.

    Dessa lista aí comprei os databook’s de FMA e Death Note. O de Death Note tá sensacional! Confesso que o de FMA me decepcionou um pouco.

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