Retrospectiva 2017 – Editora Panini

Mais um intenso e agitado ano…

Hoje, mais uma vez, damos continuidade às postagens de retrospectiva. Agora falando da editora Panini. Vejamos em detalhes, como foi o 2017 da maior editora de mangás do Brasil.

I

Se em 2016, a Panini teve um ano de impulsão com lançamento após lançamento, em 2017 a editora continuou da mesma forma, lançando obra atrás de obra. Ano passado, a editora publicou 25 títulos novos, agora publicou 26. Entretanto, apesar do aumento no número de títulos, isso não significou um aumento também na quantidade de obras em publicação. O número de títulos curtos lançados em 2017 foi superior ao de 2016, ocasionando que a média de 20 títulos mensais que a empresa alcançou no ano anterior se mantivesse.

Se, de um lado, esses títulos curtos representaram nomes de peso como Daisuke Igarasashi, Akira Toriyama, Inio Asano e Satoshi Kon, por outro fez surgir também obras de menos impacto ou ruins. A empresa, por exemplo, não começou a publicar nenhum shoujo de sucesso e pedido pelo público. Os dois únicos títulos dessa demografia que vieram foram um tanto quanto fracos.

Além disso, vários obras ansiadas pelo público, como Haikyuu!, não vieram e o consumidor terá que esperar mais para ter este ou aquele título de sucesso. Aparentemente, a Panini começou a sofrer um pouco dos impactos da crise econômica apenas agora em 2017. Será esse um dos motivos que fez a empresa apostar mais em títulos curtos? Não se tem como saber…


II – A grande surpresa


A grande surpresa da editora Panini ocorreu no final do ano, como anúncio de Jojo’s Bizarre Adventure, um dos mangás mais difíceis de sair no país. O título começará a ser publicado em 2018.


III – Loja online


A loja online da Panini passou por uma reformulação e começou a oferecer a possibilidade de se comprar por boleto bancário. Até então, a loja da empresa só aceitava o pagamento por cartão de crédito. Essa era uma mudança que os consumidores pediam há anos e finalmente foi implementada. Anteriormente a empresa informava que implementar o pagamento por boleto era difícil, pois dependia de aprovação da matriz italiana.


IV – Assinatura e outros problemas


A Panini começou a oferecer mais assinaturas de suas séries, embora nem de longe abarque todos os títulos da empresa. Entretanto, os problemas do sistema da Panini persistem, com reclamações atrás de reclamações de pessoas que não receberam o produto e sem um posicionamento completo da editora. Houve casos de pessoas que demoraram 12 meses para receber um dado exemplar. Surreal. Não à toa, muita gente ainda reluta em fazer assinatura com a editora, pois pode até ser que a assinatura seja tranquila e chegue sem problemas, mas aquela possibilidade de mínimo problema já afasta as pessoas.

Outro grande problema da editora foi mais uma vez a manutenção de sua “geladeira”. A editora possui várias obras pausadas há anos e não há uma definição quanto a eles. Ano após ano a empresa diz estar estudando formas de trazê-los de volta, mas nunca é dado nada de concreto…


V – Redistribuição


Em 2017, a Panini começou uma massiva campanha de redistribuição em bancas de revistas de seus mangás. Todos eles eram mangás lançadas há menos de um ano, ou seja praticamente tudo devia ser encalhe ou, no mínimo, as vendas dos números posteriores estavam diminuindo e eles decidiram tentar incrementar as vendas reenviando os volumes antigos. Por serem sobras, evidentemente não foram todas as bancas de revistas de receberam…


VI – Mudança de distribuição


No segundo semestre de 2017, a editora Panini mudou a forma de distribuir seus mangás. Ela cancelou seu contrato com a Dinap (única empresa que distribui as revistas em todas as bancas do país) e passou a distribuir por conta própria, contactando ela mesma as distribuidoras regionais.

Isso ocasionou diversos atrasos e muitas reclamações. Em várias cidades não houve tantos problemas, mas em algumas eles persistem até hoje, estando há vários meses sem receber mangás da Panini ou recebendo com muito, mas muito atraso. Para esses consumidores, o jeito é torcer para que a editora consiga solucionar todos os problemas o mais rápido possível…


VII – Títulos lançados em 2017


Ao todo a editora lançou 26 obras em 2017, uma a mais do que em 2016. A lista inclui os títulos que devem sair até o dia 10 de janeiro, data limite do checklist de dezembro da Panini. Para saber mais sobre os títulos, basta clicar no nome da obra.

One Week Friends

Quem é Sakamoto?

Sherlock

Wanted!

Novo Lobo Solitário

Pokémon Yellow

Seraph of the End

Your Lie In April

Inuyashiki

Hal

Nisekoi

Dr. Slump

A cidade da luz

Last Notes

Katsura Akira

Opus

Rock Lee

Witches

Jaco – o patrulheiro galático

Mob Psycho 100

Monster x Monter

Tokyo Ghoul:re

Alive

Berserk – guia oficial

Pluto

The Legend of Zelda


VIII – Títulos concluídos em 2017


Pokémon RGB

Psychic Detective Yakumo

Tutor Hitman Reborn

Aoharaido

Beelzebub

Fate/Stay Night

Blood Lad

Quem é Sakamoto?

Tokyo Ghoul

Pokémon Yellow

Opus

Last Notes

Assassination classroom

Bleach

Witches

*Não listamos os volumes únicos

IX – Títulos licenciados


Children of the sea (5 volumes)

I am hero (22 volumes)

Innocent (9 volumes)

Jojo’s Bizarre Adventure (17 volumes, referentes às três primeiras partes)

One Piece Green (1 volume)

Pokémon Gold & Silver (7 volumes)

Psycho Pass (6 volumes)

***

Confira todas as postagens de retrospectiva, clicando aqui.

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3 Comments

  • JMB

    Apesar de algumas decepções (Cidade da Luz, tô olhando pra vc), foi um bom ano pra Panini. Só espero que eles melhorem a qualidade física da linha de mangás mais barata deles. É de doer aquele papel jornal horroroso que eles insistem em usar. Só compro LoveCom, OreMo e Arakawa por gostar muito das séries.

  • pimpao10

    Quanto a panini, só tenho uma crítica que me faz repensar antes de comprar qualquer mangá: não está na Amazon/Saraiva! Poxa, ter que ir na banca comprar 6 ou 7 títulos que nem sempre tem é terrível. E um jovem de 20 anos saindo da banca só com quadrinhos numa cidade do interior é bem vergonhoso, principalmente quando é uma daquelas “bancas tabacarias”, onde quem frequenta geralmente é aquele tiozão apreciador do não tão famoso rapé. Foda não ter uma livraria na minha cidade. Foda papelaria que se auto intitula livraria. Aliás, o loja online da panini tem que melhorar também, só título indisponível. Em questão de dias. Qualé, eles não estoque na própria editora.

    Acho que já deve ter tido uma matéria sobre isso, mas qual é a razão de não termos todos os títulos da panini na Amazon/Saraiva?

  • Carne Moída

    No geral acredito que foi um bom ano da Panini, Teve Satoshi Kon, a volta do Hiroya Oku, Daisuke Igarashi (favor corrigir o nome dele), Naoki Urasawa e Inio Asano. A crítica que fica é a mesma do qual eu comentei na Retrospectiva da JBC que é na questão da qualidade do papel. É triste você consumir “Opus”, “Inuyashiki” e “A Cidade da Luz” em papel jornal. Espero que sigam o exemplo da JBC e invistam em outros tipos de papéis. Podem até lançar menos títulos que não vou me importar.

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